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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Diamanda Galás, 16/04/2011, Teatro José Lucio da silva, Leiria


Pouco mais basta que atitude, voz e um piano para fazer render uma audiência:



Diamanda Galás, sábado, no teatro José Lúcio da Silva em Leiria, "espancou" vocalmente, sem demonstrar remorsos, todos aqueles que marcaram presença. Demonstrou o seu mau feitio ao expulsar os fotógrafos que faziam o seu trabalho junto ao palco, mas também demonstrou subtilezas e um poder vocal que embora sobejamente conhecido não deixa nunca de espantar. Diamanda é uma diva e só a estas é possível surpreender mesmo quando já se viu e reviu, apesar de se ter mantido fiel ao mesmo registo ao longo destes anos, ainda assim os olhos teimam em não a largar e os ouvidos em a ouvir.

Com uma carreira construída de trabalhos que versam atrocidades, homenageiam desfavorecidos e sem pudor denunciam injustiças, tivemos o prazer de assistir no sábado a uma homenagem aos refugiados. "The Refugee" toca lamentos e exulta as lutas nem sempre justas daqueles que exilados ainda gritam, no meio do alinhamento reconheci a peça "Lament for Marmara" e "Amesterdam" de Brell, não sei que mais ouvi, mas sei que ouvi e que não consegui tirar os olhos das costas da Diva a não ser quando lhe olhava para as mãos que, ora tocando delicadamente as teclas ora espancando-as como se fossem as culpadas de todas as injustiças, elevaram-me para um plano onde nada mais existe.



Uma última palavra para o som, absolutamente excepcional, a acústica do teatro já reconhecida noutros eventos, o ambiente cénico, simples mas com um efeito demolidor, e, sem dúvida, os técnicos e organização que ajudaram a tornar este concerto numa experiência inesquecível.



As fotografias foram tiradas com telemóvel pela isabel e têm a qualidade possível.

terça-feira, 16 de março de 2010

And Also The Trees ao vivo em Leiria, 06-03-2010


Nem o mau tempo esmoreceu a vontade de sair de Lisboa para passar o fim-de-semana numa cidade que há algum tempo queria conhecer e de ver ao vivo mais uma das minhas bandas fetiche. Não vos vou mentir, a experiência com os Fields fez-me perder alguma da fé e baixou-me um pouco as expectativas. No entanto, e apesar da entrada atribulada em Leiria, pouco tempo depois dei comigo preparado para assistir ao melhor concerto de sempre. Foi com esta expectativa que entrei no Teatro José Lúcio da Silva. Enquanto resmungava com o preço do vinil 10’, olhava as serigrafias no átrio e esperava pela abertura de portas, a expectativa ia crescendo. Grande parte do público que alí se reuniu já o conhecia de vista doutros concertos em Lisboa e no Porto, fiquei assim agradado com a adesão, afinal o Fade In já tem um peso considerável no panorama musical português apesar da falta de divulgação fora de Leiria - não vi um único cartaz em Lisboa e segundo me consta no Porto também não os havia - resta portanto agradecer às comunidades virtuais a compensação.

Mas este texto é sobre o concerto, sobre a banda, sobre o modo como me deixaram rendido e me deram o 4º melhor concerto da minha vida de expectador.
Só depois da entrada em palco de quatro elementos e dos primeiros acordes de Domed é que Simon entra com o seu ar de decadência vitoriana, no momento exacto de começar a cantar In Another Land, I tried to find somebody… e conquistar logo ali um publico que queria ser arrebatado. Os AATT apresentaram-nos alternadamente trabalhos de Vírus Meadows e o do mais recente The Rag and Bone Man, surpreendendo Portugal com um concerto eléctrico em vez de um expectável concerto acústico. É difícil destacar pontos altos porque todos o foram – desde o engano de Justin à presença e simplicidade com que o expressivo Simon se afastava em direcção ao fundo escuro do palco sempre que era altura dos outros membros brilharem – o que posso dizer é que ao vivo eles tocam o mesmo que se ouve nos discos, não há por ali artifícios e nestes casos será difícil destacar músicas pelo meio do set, mas a nível pessoal saliento Slow Pulse Boy, The Beautifull Silence, He walked through the dew, Maps in her Rists and Arms e um surpreendente segundo encore com a Vírus Meadow solitária, a dizer adeus.
Espero sinceramente que a banda se tenha divertido tanto quanto o publico.
A after party foi no Beat Club com a presença da banda (e estiveram por lá bem mais que cinco minutos), a musica esteve excelente e contou ainda com a projecção de um dos cremasters do artista plástico Matthew Barney e o Fausto de Murnau.
Um ambiente bem simpático.

Fica a lista de músicas e as fotos, desta vez são da Isabel:

Setlist:
Domed (The rag and bone man)
The beautifull Silence (The rag and bone man)
Gone… like Swallows (virus meadows)
Maps in her Rists and arms (virus meadows)
Under the Stars (The rag and bone man)
A room lives in Lucy (retrospective??)
He walked through the dew (Further from the Truth)
Mucklow (The rag and bone man)
Slow pulse boy (virus meadows)
Belief in the rose (Farewell to the shade)
Mermen of the lea (Green is the sea)
Shaletown (Milpond years)
Dialogue (Klaxon)
Rive droite (The rag and bone man)

1º Encore

Prince Rupert (Farewell to the shade)
Vincent Craine (virus meadows)
Feeling Fine (Further from the Truth)
Untangled Man (Further from the Truth)

2º Encore

Virus Meadow (virus meadows)