Imagens alerta
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Crítica: Cinema: The X Files: I Want to Believe (2008)
Ha! Então eles sempre dormem juntos e coiso e tal! Digo isto porque, vítima voluntária e igual a toda uma geração de fãs incondicionais que nunca perderam um episódio (nem um único!!!) e muito menos o primeiro filme, o máximo a que tivemos direito e que nos levou a suspeitar que o estranho inchaço na barriga de Dana Scully não era um implante alienígena mas sim algo mais terráqueo de origem em Fox Mulder, foi aquela célebre cena do quase-beijo, no filme, interrompido por uma abelha verdadeiramente abelhuda (rais'a parta!), e tudo o resto era especulação.
Afinal era mesmo um filho! Afinal eles eram mesmo um casal!
E dito isto, está clarificada toda a novidade que "The X Files: I Want to Believe" traz aos verdadeiros fãs, que nunca perderam um episódio dos "Ficheiros Secretos", e que a consideram uma das melhores séries de sempre.
O argumento é fraco. Isto bem analisado nem sequer é um x-file, daqueles à antiga, com monstros e extraterrestres e cultos desconhecidos. Isto é o quê, então? Um Frankenstein moderno desmascarado por um padre que além de médium é pedófilo. Horroroso, horripilante? Concedo que sim. E depois? Onde está o sobrenatural? Sobrenatural é que durante 10 anos Mulder e Scully tenham andado na brincadeira e nós os fãs convencidos de que aquilo era tudo platónico e extraterrestre. Que ceguinhos nós fomos!
Só por causa das memórias, dou-lhe um 13, porque filmes de serial killers há muitos, e bem melhores.
13 em 20
"O Cocheiro da Morte", de Selma Lagerlöf
«De acordo com a lenda escandinava, o último homem a morrer no último dia do ano torna-se imediatamente o cocheiro predestinado da Morte: agarra numa foice e vai de casa mortuária em casa mortuária, durante trezentos e sessenta e cinco dias, recolher os mortos, até que um outro o substitua no dia de S. Silvestre... Sobre este tema, Selma Lagerlöf (Prémio Nobel de Literatura) escreveu um dos seus mais curiosos e obcecantes romances que deu origem a várias adaptações cinematográficas (...)»
in "O Cocheiro da Morte", de Selma Lagerlöf
Li pela primeira vez esta história numa época mental muito susceptível, devia ter menos de 17 anos, e em mim estas palavras suscitaram não o horror mas um enriquecimento mitológica que antes não tinha (a lenda é escandinava) e nunca mais me abandonou. Com o passar dos anos -- e à medida que os anos passam é forçoso que o ser humano se questione o que fará depois da morte, se alguma coisa... -- surgiu em mim a fantasia do cocheiro do Morte, vinda directamente deste livro. Fantasia? Não. Projecto. Se me fosse dado a escolher, tornar-me-ia o cocheiro da Morte dos animais: recolhendo todos os despojos dos matadouros, todos os pequenos corpinhos destroçados à beira de estradas do ser humano egoísta, todos os animais de estimação perdidos no vazio. Seria a cocheira da Morte dos meus melhores amigos.
"Se uma ideia parecida se apoderasse de vocês, eram capazes de ir também"?...
in "O Cocheiro da Morte", de Selma Lagerlöf
"Já viram com certeza gravuras representando a Morte, e viram-na sempre a andar a pé. Razão porque o cocheiro de que vos falo não é a Morte em pessoa, mas apenas o seu criado. Compreendem que um personagem tão importante só se digna recolher a fina flor da colheita, e é ao seu cocheiro que confia a tarefa de juntar as pobres ervinhas que crescem à borda dos fossos."
(...)
"Mas compreendem agora do que é que o meu camarada tinha medo. Era de morrer precisamente à meia noite, na véspera do Ano Novo, e de se tornar o cocheiro da Morte. Suponho que imaginava ouvir durante todo o dia o coche funerário a chiar e a baloiçar sobre as estradas. E, imaginem, parece que morreu no ano passado, precisamente na noite de S. Silvestre.
- E mesmo à meia-noite?
- Sei, apenas que morreu à noite, mas ignoro a hora. Poderia, aliás, ter-lhe predito que havia de morrer nesse dia, tal era o medo que tinha. Se uma ideia parecida se apoderasse de vocês, eram capazes de ir também."
Li pela primeira vez esta história numa época mental muito susceptível, devia ter menos de 17 anos, e em mim estas palavras suscitaram não o horror mas um enriquecimento mitológica que antes não tinha (a lenda é escandinava) e nunca mais me abandonou. Com o passar dos anos -- e à medida que os anos passam é forçoso que o ser humano se questione o que fará depois da morte, se alguma coisa... -- surgiu em mim a fantasia do cocheiro do Morte, vinda directamente deste livro. Fantasia? Não. Projecto. Se me fosse dado a escolher, tornar-me-ia o cocheiro da Morte dos animais: recolhendo todos os despojos dos matadouros, todos os pequenos corpinhos destroçados à beira de estradas do ser humano egoísta, todos os animais de estimação perdidos no vazio. Seria a cocheira da Morte dos meus melhores amigos.
"Se uma ideia parecida se apoderasse de vocês, eram capazes de ir também"?...
"O Retrato de Dorian Gray" (The Picture of Dorian Gray), de Oscar Wilde
A história é sobejamente conhecida. Dorian Gray foi até incluído como personagem do filme "Liga de Cavalheiros Extraordinários", interpretado por não outro que que Stuart Towsend, o Lestat de "A Rainha dos Vampiros" (e não lhe correu nada mal). A história de Dorian Gray é tão interessante pela acérrima crítica social às elites da burguesia e nobreza inglesas do século XIX (com uma ironia, direi mesmo sarcasmo, e sentido de humor que me faz lembrar o muito nosso Eça de Queirós, e cujas citações mais assombrosas publiquei aqui no último mês), como pelo elemento sobrenatural que rege toda a história (e por elementos sobrenaturais os nossos escritores nunca se interessaram, o que é uma pena).
Dorian Gray é um rapaz oco, fútil e vazio. Acima de tudo, influenciável pelo intelecto superior e hedonista de Lord Henry, seu amigo, que o convence da sua beleza e da sua importância e o torna não apenas vaidoso como, ao longo da sua vida, cada vez mais perverso e insensível ao sofrimento dos outros. Lord Henry, neste livro, funciona como o Diabo, o tentador, que incute no jovem o valor verdadeiramente satânico do culto da invidualidade e do prazer, mas sempre através de subtis sugestões e filosofias, sem nunca poder ser acusado pelos crimes que, debaixo da sua influência, Gray acaba por cometer sem um pingo de remorso, incluindo o assassínio a sangue frio de um dos seus melhores amigos. Poder-se-à perguntar se o jovem Dorian Gray, antes de cair nas "garras" do seu luciferino mentor, era efectivamente tão oco e fútil como fazia crer, ou se havia já nele a semente ruim da maldade só à espera de um jardineiro que a fizesse florescer em frutos do Mal. Esta é uma das muitas interrogações morais que Oscar Wilde vai colocando ao longo da obra, cuja grande metáfora é o retrato, um retrato verdadeiro, não simbólico, do jovem Dorian Gray, onde por magia se projecta toda a maldade de Dorian enquanto este permanece belo e jovem para sempre. Uma espécie de pacto com o diabo sem que o diabo seja necessário.
Na sua grande inteligência, o que Oscar Wilde faz é desmascarar todos os outros "retratos escondidos" atrás da hipocrisia de uma sociedade em que a imagem vale mais do que o Ser.
Nunca uma obra foi tão actual.
Dorian Gray é um rapaz oco, fútil e vazio. Acima de tudo, influenciável pelo intelecto superior e hedonista de Lord Henry, seu amigo, que o convence da sua beleza e da sua importância e o torna não apenas vaidoso como, ao longo da sua vida, cada vez mais perverso e insensível ao sofrimento dos outros. Lord Henry, neste livro, funciona como o Diabo, o tentador, que incute no jovem o valor verdadeiramente satânico do culto da invidualidade e do prazer, mas sempre através de subtis sugestões e filosofias, sem nunca poder ser acusado pelos crimes que, debaixo da sua influência, Gray acaba por cometer sem um pingo de remorso, incluindo o assassínio a sangue frio de um dos seus melhores amigos. Poder-se-à perguntar se o jovem Dorian Gray, antes de cair nas "garras" do seu luciferino mentor, era efectivamente tão oco e fútil como fazia crer, ou se havia já nele a semente ruim da maldade só à espera de um jardineiro que a fizesse florescer em frutos do Mal. Esta é uma das muitas interrogações morais que Oscar Wilde vai colocando ao longo da obra, cuja grande metáfora é o retrato, um retrato verdadeiro, não simbólico, do jovem Dorian Gray, onde por magia se projecta toda a maldade de Dorian enquanto este permanece belo e jovem para sempre. Uma espécie de pacto com o diabo sem que o diabo seja necessário.
Na sua grande inteligência, o que Oscar Wilde faz é desmascarar todos os outros "retratos escondidos" atrás da hipocrisia de uma sociedade em que a imagem vale mais do que o Ser.
Nunca uma obra foi tão actual.
Drop Dead Festival, Lisboa, 8-12 de Outubro
Segundo a informação disponível ao momento, as noites de quarta e quinta passaram para o Hula Hula Club, na Praia do Rei, sexta será no Santiago Alquimista, sábado e domingo no Tuatara.
O melhor local para monitorizar possíveis alterações é mesmo o fórum NYDecay, thread Drop Dead Festival 2008.
Preço
Todo o festival: 75 euros
Cada noite: 20 euros
Dia 8, quarta
Local: Hula Hula Club, Praia do Rei
Deadfly Ensemblev (USA)
Jellowaste (USA)
DJs
Polina Y - Drop Dead, Mutant Transmissions, NY Decay - NYC USA
DJ Yggdrasil Lisbon Decay, Graveyard sessions Lisbon Portugal
Daniel J - Din Glorious, Better Than Sex, NY Decay - NYC USA
Tony X - MRX, Wolf Pack, Wake the Dead Festival Los Angeles USA
CRAZY HOSPITAL Team - posthum , crazy hospital Vienna Austria
IT-Sicko and Miss Greenfiend - Gothic Pogo Party and Festival Leipzig Germany
Cavey Nik - London, UK Dead and Buried
DeJa D-Riby - FUN ON THE DOWN LOW , Cinema Strange, Los Angeles USA
Cityrocker - Express way to your skull, Oubliette, Catastrophe Ballet Records Portland USA
TEAM MERZHERZ (Daniel J and Mia) - USA-Germany
DJ Exael - 1978 Coimbra Portugal
Alex Schaedelweiss Cologne Germany
CCP- Living in Oblivion, Amsterdam Netherlands
SheetThief - dangereux Basel, Switzerland
Mark Splatter - Deathrock.com, Ghoulschool, Berlin Germany, NYC and Los Angeles USA
Cyberpagan - outsider parties, messthetics , deathrock.de, Braunschweig Germany
Jan Endzeit - Crimson night Germany
No.Thing - Creeper Festival Lithuania
Grayskull - Ballroom Blitz , Deathrock Dekay ART Magazine - Denmark
Dia 9, quinta
Local: Hula Hula Club, Praia do Rei
Zombie Zex - Sweeden
Scarlet and the Spooky Spiders - Italy
Phantom Vision - Portugal
Madre Del Vizio - Germany
Frustration - France
Cinema Strange - USA (CA)
DJs
Cavey Nik - Dead and Buried London, UK
CCP- Living in Oblivion, Amsterdam Netherlands
Alex Schaedelweiss Cologne Germany
Dia 10, sexta
Local: Santiago Alquimista, Lisboa
Mutant Transmissions Showcase
Birth! - USA (CA)
Lineas Albies - Spain
Schwefelgelb - Germany
Din Glorious - USA (NY, NJ)
Grabba Grabba Tape - pain
Kitchen and the Plastic Spoons - Sweeden
Sixteens - USA (CA)
DJs
Polina Y Drop Dead, NY Decay, Mutant Transmissions USA
It Sicko GPP Germany
TEAM MERZHERZ (Daniel J and Mia) - USA-Germany
Dia 11, sábado
Local: Tuatara, Lisboa
Mr Manik -USA (NJ)
x13th MOONx - Japan
Squishy Squid - Austria
Los Carniceros Del norte - Spain
Die Perlan - Germany
Charles De Goal - France
UK Decay -UK
DJs
SheetThief - dangereux Basel, Switzerland
Cyberpagan - outsider parties, messthetics , deathrock.de, Braunschweig Germany
Cityrocker Express way to your skull, Oubliette, Catastrophe Ballet Records Portland USA
Dia 12, domingo
Local: Tuatara, Lisboa
Schizophrenic Housewives - Spain
Cemetary GirlZ - France
TCHIKI BOUM - France
Eyaculación Post Mortem - Spain
Theatre of Hate - UK
Les Baton Rouge- Portugal
Capitão Fantasma - Portugal
DJs
CRAZY HOSPITAL Team posthum , crazy hospital Vienna Austria
Mark Splatter-Deathrock.com, Ghoulschool, Berlin Germany, NYC and LA USA
Grayskull - Ballroom Blitz , Deathrock Dekay ART Magazine - Denmark
Agenda [actualizado]
CONCERTOS
Fade In 08: Mi And L'au (Finlândia) + Sharyar Mazgani (Irão)
Sexta 3 de Outubro, Orfeão Velho, Leiria
EVENTOS
Funeral Party
Sexta 3 de Outubro, Metropolis, Lisboa
Nocturnal Rebellion Night
Sábado 4 de Outubro, Xuven, Coimbra
Crime Scene Industries
Sábado 4 de Outubro, Pin Up, Porto
Fade In 08: Mi And L'au (Finlândia) + Sharyar Mazgani (Irão)
Sexta 3 de Outubro, Orfeão Velho, Leiria
EVENTOS
Funeral Party
Sexta 3 de Outubro, Metropolis, Lisboa
Nocturnal Rebellion Night
Sábado 4 de Outubro, Xuven, Coimbra
Crime Scene Industries
Sábado 4 de Outubro, Pin Up, Porto
domingo, 28 de setembro de 2008
"Os Paraísos Artificiais", por Charles Baudelaire
O que me leva a ler de novo "Os Paraísos Artificiais", de Charles Baudelaire, um tratado sobre o haxixe e o ópio, tanto anos depois de o ter lido sem ficar invulgarmente impressionada? Se calhar a mesma razão que me levou a comprar o livrinho: o desejo de conhecer um paraíso artificial. Duvido mesmo, quando o adquiri, que soubesse que tratava de drogas. Talvez tenha ficado até algo desapontada. Talvez estivesse à espera de uma experiência mística. Um outro tipo de paraíso artificial que vim mais tarde a encontrar numa outra embriaguez que é a Fé.
Mas não recuso que as drogas e as suas promessas sempre exerceram em mim um fascínio tão sobrenatural que parecia conhecê-las já antes de as saber nomear. Muitas bandas góticas se debruçaram também sobre o tema (os Sisters of Mercy em especial), com o mesmo fascínio pelo escapismo fácil destes "paraísos" que não existem sem um respectivo "inferno".
De modo que chego à mesma conclusão que Baudelaire exalta no fim do livro, e que fica aqui para nunca me esquecer, mesmo que o livro acabe por desaparecer da minha colecção:
Nota curiosa: Para os capítulos sobre o ópio, Baudelaire analisa as confissões de outro autor, Thomas de Quincey ("Confessions of an English Opium Eater"). Thomas de Quincey é também o escritor do livro "Do assassínio como uma das belas artes", uma prosa sarcástica e cheia de humor negro cuja leitura também aconselho.
Mas não recuso que as drogas e as suas promessas sempre exerceram em mim um fascínio tão sobrenatural que parecia conhecê-las já antes de as saber nomear. Muitas bandas góticas se debruçaram também sobre o tema (os Sisters of Mercy em especial), com o mesmo fascínio pelo escapismo fácil destes "paraísos" que não existem sem um respectivo "inferno".
De modo que chego à mesma conclusão que Baudelaire exalta no fim do livro, e que fica aqui para nunca me esquecer, mesmo que o livro acabe por desaparecer da minha colecção:
EMBRIAGAI-VOS
Deve-se estar sempre embriagado. Nada mais conta. Para não sentir o horrível fardo do Tempo que esmaga os vossos ombros e vos faz pender para a terra, deveis embriagar-vos sem tréguas.
Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha. Mas embriagai-vos.
E se algumas vezes, nos degraus de um palácio, na erva verde de uma vala, na solidão baça do vosso quarto, acordais, já diminuída ou desaparecida a embriaguez, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, a ave, o relógio, vos responderão: "São horas de vos embriagardes! Para não serdes os escravos martirizados do Tempo, embriagai-vos sem cessar! De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha."
Nota curiosa: Para os capítulos sobre o ópio, Baudelaire analisa as confissões de outro autor, Thomas de Quincey ("Confessions of an English Opium Eater"). Thomas de Quincey é também o escritor do livro "Do assassínio como uma das belas artes", uma prosa sarcástica e cheia de humor negro cuja leitura também aconselho.
sábado, 27 de setembro de 2008
The Cure - "Hypnagogic States" e "4:13 Dream"
O E.P. "hypnagogic States", disponivel nas lojas desde 13 de Setembro, inclui versões dos 4 Singles extraidos de "4:13 Dream" novo álbum da banda que por sua vez deverá sair a 28 de Outubro (e não a 13 como era sua vontade).
Todas as receitas do grupo provenientes da venda de "Hypnagogic States" revertem para a Cruz Vermelha Internacional.
Todas as receitas do grupo provenientes da venda de "Hypnagogic States" revertem para a Cruz Vermelha Internacional.
O alinhamento do E.P.:
01.The Only One - remixed by Jared Leto (30 Seconds to Mars)
02.Freakshow - remixed by Jade Puget (AFI)
03.Sleep When I’m Dead - remixed by Gerard Way (My Chemical Romance) and Julien-K
04.The Perfect Boy” - remixed by Pete Wentz and Patrick Stump (Fall Out Boy)
05.Exploding Head Syndrome (all 4 singles) remixed by 65 Days Of Static.
Quanto a "4:13 Dream" também já é conhecida a capa e o alinhamento:
01 UNDERNEATH THE STARS
02 THE ONLY ONE
03 THE REASONS WHY
04 FREAKSHOW
05 SIRENSONG
06 THE REAL SNOW WHITE
07 THE HUNGRY GHOST
08 SWITCH
09 THE PERFECT BOY
10 THIS. HERE AND NOW. WITH YOU
11 SLEEP WHEN I’M DEAD
12 THE SCREAM
13 IT’S OVER
01.The Only One - remixed by Jared Leto (30 Seconds to Mars)
02.Freakshow - remixed by Jade Puget (AFI)
03.Sleep When I’m Dead - remixed by Gerard Way (My Chemical Romance) and Julien-K
04.The Perfect Boy” - remixed by Pete Wentz and Patrick Stump (Fall Out Boy)
05.Exploding Head Syndrome (all 4 singles) remixed by 65 Days Of Static.
Quanto a "4:13 Dream" também já é conhecida a capa e o alinhamento:
01 UNDERNEATH THE STARS

02 THE ONLY ONE
03 THE REASONS WHY
04 FREAKSHOW
05 SIRENSONG
06 THE REAL SNOW WHITE
07 THE HUNGRY GHOST
08 SWITCH
09 THE PERFECT BOY
10 THIS. HERE AND NOW. WITH YOU
11 SLEEP WHEN I’M DEAD
12 THE SCREAM
13 IT’S OVER
Das Ich - "Kannibale".
Desde ontem os fãs de Das Ich podem deliciar-se com "Kannibale", um ep lançado em jeito de aperitivo para o álbum "Ritual" que deverá sair no segundo semestre de 2009.
Fica o alinhamento:

01. Kannibale (Original Version)
02. Kannibale (RX Patenbrigade: Wolf)
03. Sing mir dein Lied (Tanznorm: Rebellion Mix)
04. Kannibale (RX Eisenfunk)
05. Kannibale (RX N3XU5)
06. Die Hand an der Wiege
07. Kannibale (RX Agapesis)
08. Kannibale (RX Beati Mortui)
09. Kannibale (RX Inline Sex Terror)
Para adquirir o E.P. ou apenas para mais informações : Dansemacabre
Fica o alinhamento:

01. Kannibale (Original Version)
02. Kannibale (RX Patenbrigade: Wolf)
03. Sing mir dein Lied (Tanznorm: Rebellion Mix)
04. Kannibale (RX Eisenfunk)
05. Kannibale (RX N3XU5)
06. Die Hand an der Wiege
07. Kannibale (RX Agapesis)
08. Kannibale (RX Beati Mortui)
09. Kannibale (RX Inline Sex Terror)
Para adquirir o E.P. ou apenas para mais informações : Dansemacabre
Christian Death "American Inquisition" 2007
Em termos de formação não conheço banda mais complicada do que os Christian Death pelo que não me vou deter nas substituições ao longo de anos de grande conflito. Quem estiver interessado no historial pode ir consultá-lo aqui.
Por questões de simplicidade, vou reduzir a banda a duas fases: Rozz Williams (vocalista, já desaparecido de entre nós há 10 anos) e Valor (vocalista actual).
Gosto das duas fases mas prefiro a segunda pelo conteúdo das letras, muito mais viradas para a religião, para a política e para a sociedade, e parece que com os anos cada vez prefiro mais a fase Valor. O que não quer dizer que o concerto de Christian Death 1334, em Lisboa, na Caixa Económica Operária, com membros originais e temas da fase Rozz Williams, não tenha sido o melhor que vi nos últimos tempos.
Deixo isto bem claro para o leitor perceber que sou suspeita nas minha simpatia pela fase Valor. Vamos então ao último álbum, "American Inquisition", de 2007.
Talvez o melhor seja dar a palavra ao autor:
I used to believe you could see the Future
Even though you lived in the past
THEN Millions of People Lived by your every Word
And lived their lives waiting for The Blast
YET I SURVIVED ARMAGEDDON
I SURVIVED ARMAGEDDON
I SURVIVED ARMAGEDDON
I SURVIVED ARMAGEDDON
Every thousand years or so
They say it’s the end of time
The second coming of Christ
lets change the game
Lets shift the paradigm
From High on the alter box
They preached how the end would be
Once it was the bay of Pigs
Then the Millennium bug
Then Star Wars C’est la Vie
YET I SURVIVED ARMAGEDDON
I SURVIVED ARMAGEDDON
I SURVIVED ARMAGEDDON
I SURVIVED ARMAGEDDON
in "Surviving Armageddon"
Continua o braço de ferro Valor vs Deus (na figura da religião organizada). Para os apreciadores, isto diz tudo. Os fãs desta fase não se vão desiludir. Este é um álbum a ouvir, agarrar, açambarcar, dar aos amigos. Um digno sucessor de "Sex and Drugs and Jesus Christ", "The Scriptures", "Heretics Alive"... com o toque clássico mas uma sonoridade mais moderna, exactamente como se pretende. Aconselho vivamente.
Outra das minhas preferidas, desta vez sobre a sociedade dormente em que vivemos:
I dreamt I wore a new black suit
Someone played guitar
someone played the flute
They had given me a new haircut
And then they sewed my eyes shut
From a podium a man spoke of things foretold
With words as bleak as I was cold
Voices gathered into a crowd
No one heard me though I screamed out loud
WAKE UP WAKE UP
WAS THE LAST THING I REMEMBER
WAKE UP WAKE UP
WAS THE LAST THING I REMEMBER
Musicians played my favorite songs
It seemed to me things were all wrong
All my friends had dressed in black
I guess I won’t be coming back
WAKE UP WAKE UP
WAS THE LAST THING I REMEMBER
WAKE UP WAKE UP
WAS THE LAST THING I REMEMBER
WAKE UP
WAKE UP
WAKE UP
WAKE UP
WAKE UP
WAKE UP
DOMINUS FOBISCUM SPRITUS SANCTI
in "The Last Thing"
Há mais, muito mais para descobrir.
Se em termos melódicos temos o Christian Death clássico, ao mesmo tempo temos outro facto muito curioso. Quem gosta de Marilyn Manson e não conhece Christian Death pode muito bem pensar que esta é uma banda nova inspirada em Marilyn Manson quando, a não ser coincidência (almas gémeas), seria precisamente o contrário.
De modo que também aconselho este álbum a fãs de Marilyn Manson. Mais: a fãs de Marilyn Manson aconselho toda a discografia da fase Valor, e tenho a certeza que não sairão desiludidos (com Christian Death, isto é).
Faixas:
1. "Water Into Wine"
2. "Stop Bleeding On Me"
3. "Narcissus Metamorphosis Of"
4. "Victim X"
5. "To Disappear"
6. "Dexter Said No To Methadone"
7. "Angels And Drugs"
8. "Seduction Thy Destruction"
9. "Worship Along The Nile"
10. "See You In Hell"
11. "Surviving Armageddon"
12. "Last Thing"
13. "XIII"
Formação actual à data do CD, segundo a editora Season Of Mist:
Valor: male vocals, guitars, violin, strings, keyboards
Maitri: female vocals, bass guitar, keyboards
Charles Lannahan: guitars, backing vocals
Nate Hassan: drums
O site oficial também está um espanto, digno de visita, e tem as letras disponíveis: http://www.christiandeath.com/
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Agenda [actualizado]
CONCERTOS
Gene Loves Jezebel
Sábado 27 de Setembro, Pavilhão Multiusos, Penela
EVENTOS
Paranoia
DJs Morcego, Lena Cat, Yggdrasil
Sábado 27 de Setembro, Metropolis, Lisboa
Graveyard Session (Drop Dead Festival Warm Up Party)
Sábado 27 de Setembro, Heavens, Porto
Gene Loves Jezebel
Sábado 27 de Setembro, Pavilhão Multiusos, Penela
EVENTOS
Paranoia
DJs Morcego, Lena Cat, Yggdrasil
Sábado 27 de Setembro, Metropolis, Lisboa
Graveyard Session (Drop Dead Festival Warm Up Party)
Sábado 27 de Setembro, Heavens, Porto
Divulgação Ekxtaktika
A Associação Artistas Underground Unidos, Ekxtaktika, propõe a celebração do Halloween 2008 com mais uma "La Noche de los Muertos", associada à marcha Zombie Walk. Neste momento, a Ekxtaktika também procura colaboradores.
Recebido por email:
Sendo assim, a Ekxtaktika apresentou proposta de parceria ao movimento lisbonense "Zombie Walk 2008", que, à semelhança do ano passado, na noite de 31 de Outubro, em que, dezenas de mascarados de mortos-vivos, percorreram as ruas de Lisboa até à Praça de Comércio, sem pudor, ou vergonha, num espírito de celebração e de união, em prol da noite de Halloween que se vivia nos corações deles e em muitas cidades mundiais, em países como Canadá, E.U.A., Brasil e outros, acrescentando o facto, que este evento obteve a atenção e presença do ilustre Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell. Pondera-se assim, a hipótese da nossa associação, realizar "La Noche de los Muertos" pela 1ª vez em Lisboa e/ou numa cidade da Margem Sul do Rio Tejo (Seixal, Almada, Moita), num espaço ainda por definir.
Todos estes preparativos (escolha de locais de concertos; contactos com organizadores de eventos, câmaras municipais, escolas, lojas de música, de roupa e de merchandise; divulgação através dos mass media, seleccção de bandas, angariação de animadores circenses, escolha de DJ´s e VJ´s, etc) podem ser feitos por nós, mas sabemos inquestionavelmente, que se unirmos esforços convosco, poderemos ser melhores e criar maior impacto!! Por isso, contamos contigo! Junta-te a nós! A tua participação fará toda a diferença!!
Mais informação em: http://www.myspace.com/ekxtaktika.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
H. P. LOVECRAFT :: O Reanimador
Acabei agora de ler um pequeno livro daquela colecção que o DN andou a fazer, em que, ao preço normal do jornal ofereciam grandes livros. Este HERBERT WEST: O REANIMADOR foi um deles e já está digerido e recomenda-se.
Confesso que não deixava de me lembrar da musica Reanimator de Fields of The Nephilim (mesmo que não tenha nada a ver) o que adicionou à leitura mais dimensão e aventura.
O Reanimador é uma daquelas histórias típicas do universo Lovecraftiano, onde onde indivíduos aparentemente normais, acabam por mostrar sempre um carácter doentio de transgressão à natureza humana.
Neste caso, Herbert West - jovem médico -, leva a cabo a tentativa de reanimar seres humanos, com todo o horror e infracção que tal desejo acarreta.
A história, curta e rápida, é desenvolvida num ambiente tenso, nocturno, onde macabras actividades vão sendo realizadas. A narração é realizada, como é habito neste escritor, pelo colaborador consciente mas passivo de West qe vê tudo e contextualiza a acção, aprofundando a clivagem afectiva entre as aberração de West e a sua percepção do interdito violado, estratégia que conduz a uma intensificação do drama.
Nesta edição somos presenteados ainda, por duas curtas histórias de Lovecraft: CELEPHAIS, com as suas paisagens oníricas, e tragédia familiar A OLIVEIRA.
A edição é deste ano (2008) pela Quasi Edições
Bemvindos ao Pórtico 2.0
Caros leitores, antes de mais obrigado por estarem aqui e pedimos desde já desculpa pelo incómodo.
Agora o nosso cantinho é este.
Ainda falta muita coisa mas acontece que tivemos de mudar de casa à pressa. Pedimos a vossa paciência e compreensão. Se alguma coisa falhar ou não estiver em perfeitas condições por favor chamem-nos à atenção que dentro do possível será reparado.
O importante é continuarmos a divulgação a tempo e horas, o que será retomado assim que pudermos.
Continuamos a contar com a colaboração de todos para a divulgação de eventos e correcção do estiver mal. Para participar basta deixar um comentário no post mais recente ou na caixa de diálogo. Simples como isso.
De resto, nada mudou. O Pórtico, na sua versão 2.0, continua a ser um portal só para nós, de todos e para todos.
Muito agradecidos pela vossa paciência!
Deixo aqui novos banners com o respectivo código para que possam actualizar os vossos links sem grande trabalheira:

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Agora o nosso cantinho é este.
Ainda falta muita coisa mas acontece que tivemos de mudar de casa à pressa. Pedimos a vossa paciência e compreensão. Se alguma coisa falhar ou não estiver em perfeitas condições por favor chamem-nos à atenção que dentro do possível será reparado.
O importante é continuarmos a divulgação a tempo e horas, o que será retomado assim que pudermos.
Continuamos a contar com a colaboração de todos para a divulgação de eventos e correcção do estiver mal. Para participar basta deixar um comentário no post mais recente ou na caixa de diálogo. Simples como isso.
De resto, nada mudou. O Pórtico, na sua versão 2.0, continua a ser um portal só para nós, de todos e para todos.
Muito agradecidos pela vossa paciência!
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sábado, 20 de setembro de 2008
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