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domingo, 5 de setembro de 2010

Festival Entremuralhas, os concertos -Ashram, Ataraxia e Project Pitchfork.

Leiria, 27 de Agosto de 2010


ASHRAM

Não é fácil fazer uma crítica a algo excelente sem correr o risco de cruzar a linha da bajulação, mas é facto que os italianos Ashram são compostos por três músicos virtuosos, isso penso que ninguém duvida, que terão feito, a nível pessoal, o melhor concerto do fim-de-semana.


Pouco depois das 21h30 entram Alfredo Notarloberti e Luigi Rubino em palco, os primeiros acordes alimentam a alma em jeito de aperitivo para o manjar que por aí vinha.
Ao longo de pouco mais que uma hora, um violino, um piano e a voz do peculiar Sérgio Panarella, levaram-nos pela melancolia dos dois álbuns do grupo. A postura e voz emotiva de Panarella, fez do concerto uma luta constante com a emoção, aqui não se cantou em uníssono nem se perturbou a música, ao invés, o publico permitiu-se apenas intervir quando era a sua vez.
Apesar de alguns problemas pontuais de som que foram sendo resolvidos (de resto, problemas que foram constantes em todos os concertos deste palco), a prestação não foi comprometida.
Houve música, emoção e espaço para tudo: “Melancholic Lisbon” solo de piano de Luigi Rubino inserido em “A Theme for The Moon” (trabalho a solo editado o ano passado) que tem tanto de simples como de belo e um intenso solo de violino de Notarloberti que rivalizou grandemente em erotismo com as letras cantadas por Ordo Rosarius Equilíbrio revelou-se pela reacção do publico como o momento alto da noite.

Em jeito de conclusão, estes italianos fizeram algo que raramente acontece, não só suplantaram o seu anterior concerto, no Santiago Alquimista (primeiro em terras lusas), como colocaram a fasquia demasiado alta para quem viesse a seguir neste festival.





ATARAXIA



Com 20 trabalhos originais editados, os Ataraxia poderiam muito bem ter feito o festival sozinhos. São conhecidos por incluir no seu registo neo-clássico influências de todo o mundo, criando em cada trabalho uma narrativa de viagem, uma história, por onde somos guiados pela voz de Francesca Nicoli.



A voz de Francesca é realmente magnífica (rivalizando em amplitude vocal com Chloé Saint-Liphard, que veríamos no dia seguinte) e estes músicos, à semelhança dos Ashram, são também excepcionais, mas senti falta de algo neste concerto dos Ataraxia: do risco. Estávamos perante músicos profissionais e foi como eles se comportaram ao assumir apenas um set seguro, sem surpresas.
O set optado, que não deu grande protagonismo ao último álbum Llyr, teve como consequência raras variações de ritmo ao longo do alinhamento, talvez devido a ausências em palco, mas ainda assim o que nos foi dado a ouvir, demonstrou aquilo que os Ataraxia fazem melhor: a ligação do etéreo com a terra, o poder e intensidade da voz suavizado pelo instrumental delicado. “Gayatri Mantra” foi talvez a musica que mais me marcou neste concerto.
Como dizia alguém, eles não conseguem tocar mal mesmo que queiram e de facto é verdade, no entanto, os Ashram foram excelentes os Ataraxia “apenas” muito bons.





PROJECT PITCHFORK




Quem acompanha o pórtico já sabe que os meus gostos pessoais não me colocam na melhor posição para fazer analises a música electrónica, ou a musica é de facto excelente ou então não consigo perceber as diferenças. Todos nós temos um ponto fraco, eis um dos meus.
Assim, foi após pouco mais de meia hora do concerto de Project Pitchfork que decidimos abandonar o recinto.
Esperava, após algumas leituras que antecederam o festival, que ao vivo fossem bem mais roqueiros, mas não o foram. A julgar pela reacção do público, creio que fizeram uma boa prestação.
Comprovou-se ao vivo o que disse anteriormente a propósito do álbum "Continnum Ride", depois de ouvir “Endless Infinity” (haverá algum que acabe?!), não consegui evitar que o refrão se colasse ao cérebro e permanecesse aí como um intruso de que não nos conseguimos livrar. Ao aperceber-me que com isto perdia algumas memórias dos dois primeiros concertos decidi afastar-me dali, afinal, ninguém gosta de perder a Alma…



Fotografias e vídeos feitos a meias pela Isabel e por mim.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Agenda

CONCERTOS

FESTIVAL ENTREMURALHAS 2010
Castelo de Leiria
Project Pitchfork + Ataraxia + Ashram
Sexta 27 de Agosto
Covenant + Ordo Rosarius Equilibrio + Collection D'Arnell Andrea + Uxu Kalhus
Sábado 28 de Agosto


www.myspace.com/fadeinfestival


EVENTOS

Radar 90
Quinta 26 de Agosto, V5 Bar, Porto



Depeche Mode Party
Sexta 27 de Agosto, Metropolis, Lisboa



Klaustrophobik Mutation
Sexta 27 de Agosto, Heavens, Porto



Synergy Nights
Convidado Adolfo Luxúria Canibal
Sábado 28 de Agosto, Plano B, Porto

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Festival Entremuralhas 2010


Com organização do Festival Fade In e o subtítulo Festival Gótico 2010, realiza-se entre 27 e 28 de Agosto o Entremuralhas, no castelo de Leiria. Project Pitchfork, Ataraxia, Ashram, Covenant, Ordo Rosarius Equilibrio, Collection D'Arnell Andrea e Uxu Kalhus são os nomes em cartaz.




Toda a informação no site do festival.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Ataraxia, Castelo de Leiria, 27 de Agosto

Confirmado o concerto dos Ataraxia no castelo de Leiria em Agosto.
De acordo com a newsletter da banda o concerto terá ainda a participação dos Ashram e dos Ordo Rosarius Equilibrio e está incluído no Festival Entre Muralhas que decorrerá nos dias 27 e 28 de Agosto no Castelo de Leiria.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ataraxia - "Llyr" Novo álbum em 2010

Perto de dois anos será o intervalo de tempo entre "Kremasta Nera" e o próximo trabalho dos Ataraxia.
O próximo álbum, sob o nome de "Llyr", canta-nos o caminho de um espirito de luz, que nascido na idade do Ouro, por todas as idades da humanidade até à do Ferro (a que vivemos hoje em que os valores e princípios são enfraquecidos e continuamente "despromovidos").
"LLyr" estará nas lojas no primeiro trimestre de 2010.

"I am Siqillat

They call me healer

The call me shaman

I know the power of Action

And how to mantain the right distance

from the flowing of the events

Before being a peak I was the abyss

Before being light I was darkness and chaos

Testing my limits and fears

I restored to health

And I connected to the Essence

Now I know what Grace is.

Who is able to keep the balance

among the elements composing her/his body

Spreads harmony all around

Now I know

The nature of the vibrations produced by my instrument

And I tune what is dissonant

I survived to the hard proof,

A Sudden and bad illness,

Using it to grow and belong

I am free

As the poison as turned into a remedy

That flows from the deep roots up to the top of the branches

And spreads out.

Here and Now"



Mais informações :




segunda-feira, 16 de julho de 2007

Ataraxia

Pela mão da Twilight Records, está já disponível uma reedição de “La Malédiction d'Ondine” dos italianos Ataraxia. Considerado um dos mais belos discos da banda, está agora disponível, para quem não o comprou, em edição remasterizada e com um Layout novo.

Mais informações na página oficial da banda.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Ataraxia

Para quem assistiu ao concerto que a banda deu em Março por terras lusas (incluído no Ciclo Medusa) não será de todo desconhecido o cd “Paris Spleen” agora comercializado. Utilizando os versos de Baudelaire a banda e o grupo de teatro CircuZ KumP recriaram os ambientes e sonoridades da cidade Paris do inicio do século passado e os seus cabarets grotescos.
Para Fevereiro do próximo ano está previsto o lançamento de mais um álbum de originais, “Kremasta Nera”.

Para mais informações visitem a página oficial da banda.