Rainy Days Factory + Uni-Form
Sábado 5 de Outubro, Caixa Económica Operária, Lisboa
EVENTOS
Eyes Wide Shut
Sexta 4 de Outubro, Club Noir, Lisboa
Back to the 80's
Sábado 5 de Outubro, Metropolis, Lisboa
Tal como é dito no nosso texto de apresentação, A Comissão é um grupo informal composto por três membros fundadores, eu (Bruno Cordeiro), a Isabel Ribeiro e o José Calixto, e estende-se por um grupo de colaboradores e amigos, unidos pela vontade de subverter as fórmulas que se foram instituindo na apresentação e usufruto cultural.
Surgiu no rescaldo de um grupo anterior que se dissolveu e já que a vontade de organizar eventos se manteve em alguns dos membros, um novo grupo surgiu: A comissão.
Os objectivos são os comuns a todos os grupos que se propõem a trabalhar em prol da cultura, passam pela apresentação, divulgação, produção, mostra e integração de manifestações em diversas áreas da cultura, sendo que nos destacamos na forma, já que os nossos esforços serão sempre de forma colaborativa e sem visar o lucro pessoal. É neste último ponto que tentamos nos diferenciar. Pretendemos reunir todos aqueles que desejem esta experiência construtiva dentro dos parâmetros organizativos e estéticos do grupo.
Sim. Há uma relação afectiva mais ou menos duradoura com o espaço. O José Calixto colabora activamente na CEO desde os anos 90, eu (Bruno Cordeiro) fiz parte do público desde a mesma altura e colaborei pontualmente desde 2000, a Isabel Ribeiro chegou mais recentemente à CEO, mas será talvez a mais experiente na organização de espaços alternativos.
Todos os membros activos d'A Comissão são sócios da CEO. Existe por isso, além da ligação afectiva pelo espaço e pelas pessoas que fizeram e fazem a CEO, esta ligação formal que nos une a todos à cooperativa que nos cede a casa.
O futuro próximo irá passar pela oficialização do grupo através duma associação cultural. Isto implicará o estatuto de sócios para todos os que nos visitem, mas sem encargos visíveis e algumas vantagens, que irão ser reveladas em breve.
Na calha já estão vários projectos de onde destacamos uma parceria com o Movimento Alternativo Rock para o fim do mês de Março e ainda o concerto com Reverend Beat-Man (Julho), para além do concerto/festa de aniversário que contará com os suecos Principe Valiente e os excelentes portugueses Supreme Soul, que será sem dúvida uma homenagem ao melhor que se faz hoje no post-punk dentro e fora de Portugal já no dia 9 de Março.
Estudamos também as possibilidades de iniciarmos incursões e colaborações noutras áreas como seja o cinema, teatro, artes plásticas e a literatura, projectos que pela dificuldade de execução tardam em sair da gaveta mas que têm merecido esforço da nossa parte.
A Comissão tem o prazer de apresentar, pela primeira vez em Portugal, The Underground Youth!
De Manchester, Craig Dyer fundou este projecto em 2009 e desde então apresenta-se como um dos mais profícuos dos últimos tempos, sem prejuízo algum à qualidade, editaram entre 2009 e 2011 cinco álbuns: “Morally Barren”, “Voltage”, “Mademoiselle”, “Sadoya” e “Delirium”, a que se seguiram dois EPs: “Low Slow Needle” e “An Introduction”. Desde o início deste ano que, unidos à Flower Power Records editora independente inglesa, a banda vê finalmente os seus trabalhos serem editados em formato físico. Podemos situar estes ingleses entre o psicadelismo e o garage rock e apesar de serem perceptíveis algumas influências de bandas como The Velvet Underground ou The Jesus and Mary Chain, as suas melodias amadureceram e criaram um espaço único no panorama musical actual. A imagética usada pela banda parte de filmes de culto incontornáveis na história do cinema, desde Bergman a Jarmusch, criando uma deliciosa promiscuidade entre som e a imagem.
Os The Underground Youth terão outro concerto em terras lusas no dia 30 Nov pelas 22h, na Sociedade Harmonia Eborense (SHE) em Évora, e dia 02 de Dezembro, nos Maus Hábitos, Porto.
A abertura de palco estará a cargo do projecto português recém-formado Blaze & The Stars, que irá nesta noite apresentar ao vivo o primeiro álbum, de título homónimo, já disponível em formato digital. Segundo os mesmos a sua música assenta numa “…base electrónica, a sonoridade assenta em loops de bateria e linhas de baixo minimais, preenchidos por uma textura noise de riffs de guitarra, procurando aliar a velha tradição dos blues e do rock a um imaginário pós‐industrial, caótico e imprevisível.”
O fim da noite estará recheado de bons sons lançados para a sala pelo Mr. Cookie, dj residente no Bar Incógnito.