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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Festival Entremuralhas, o espaço e as conferências

O projecto era ambicioso, mesmo tendo em conta que por trás estava a Fade In cuja qualidade na organização e escolha de eventos tem sido comprovada e reconhecida ao longo dos dez anos de existencia, ainda assim um concerto é uma coisa, um festival outra e ainda outra é o primeiro festival gótico do país. Reconhecida para já, nesta crónica, fica a coragem da associação em assumir tal projecto.
Chegados a Leiria no dia 27 à tarde, primeiro dia de festival, alguns sinais faziam-se notar na cidade, desde logo o gigantesco e controverso cartaz na fachada do castelo, algumas bandeiras pelas praças da cidade e cartazes colados em montras, contribuiam para um aumento de ansiedade e com ela, as expectativas. Após um breve descanso, fizemo-nos ao caminho para uma volta de reconhecimento ao espaço.

O Espaço

O castelo de Leiria, já conhecido de outras “árvores”, é sem duvida imponente e o seu bom estado de conservação fazia-o prever como o sitio ideal para este festival. Pelas 18:30 cruzávamos a entrada, após uma decisão consciente de que abriríamos mão das curtas.

O palco Corpo, logo em frente, exibia orgulhosamente um espaço suficiente para albergar confortavelmente as 700 almas (limite de publico imposto pela organização, facto que desde logo permite perceber o bom senso reinante), embora o palco fosse a estrutura mais imponente na área, o porco no espeto pareceu-me a estrela (assim que o vi os meus olhos nunca mais o largaram... Hipnotizante o bicho, sempre às voltas...), ladeado pelas restantes bancas de comida e bebidas. Aqui, uma pequena nota, embora se perceba a separação entre a zona de pagamento e a de serviço, faltaram no inicio alguns avisos sobre a logistica da coisa, a exemplo: que não seria boa ideia poupar o tempo da primeira fila comprando desde logo as 50 senhas de cerveja para o fim de semana, já que estas apenas serviam para o próprio dia. Para alguns, o aviso chegou tarde demais.




Iniciando a subida rumo à zona de conferências e exposição, passando pela área das casas de banho (mais uma ou duas junto ao outro palco não teria sido má ideia) e seguindo pelo caminho mais directo que apenas estava acessível, pelo que percebi, durante o horário das mesmas, chegámos à área menos bonita do castelo, uma zona reconstruída recentemente em que o contemporâneo entrou sem “pés de lã”. Um pouco mais à frente, mais recolhido, mais intimista, estava o Palco Alma, cuja área deixou algumas das pessoas com uma visão deficiente dos concertos mas ainda assim, e tendo em conta que o espaço não foi feito para isto, parece-me que a organização pensou bem os locais dos concertos, tendo apenas notado escassez em caixotes do lixo junto à muralha, não incomodava muito e sempre eram menos copos no chão.


De volta ao caminho e tal como o porco que dava voltas no espeto assim nós completámos a nossa, descendo em direcção à zona comercial das roupas, merchandising das bandas, musica, livros e adereços, apenas senti falta de umas bancas de música em segunda mão, mas a Fnac e as bandas eram capaz de não achar piada. ;)

A volta completa-se e a partir da hora dos concertos não haveria, ao contrário do porco, mais voltas a dar, o caminho passava a ser só um, eficaz a nível de organização.



As conferências e a Exposição

Os títulos são sempre uma faca de dois gumes, por um lado pretendem reflectir o que se quer mostrar, mas por outro, aumentam demasiado a expectativa de quem vai assistir, isto foi, a meu ver, o que se passou nas conferências.
Mas primeiro a exposição de Alexandre Estrela, facto é que o trabalho se insere no imaginário gótico e que as obras têm qualidade, mas esperei sinceramente ser surpreendido, não pelo titulo da exposição mas pelo tópico da conferência, confesso que esperava ver uma exposição que invadisse as margens e nos mostrasse algo novo, tal não foi o caso.




Em ambos os dias de conferências não ouvimos nem margens nem rupturas, exceptuando talvez a referência pelo arquitecto urbanista Pedro Trindade Ferreira em relação à irresponsábilidade na recuperação da zona do castelo onde nos encontrávamos e a do arquitecto Miguel Figueira, no segundo dia, sobre o centro histórico de Montemor-o-velho. Mesmo assim, o discurso geral dos intervenientes, que contavam com a participação de Fernando Ribeiro e Adolfo Luxuria Canibal, não passou de apresentações e comentários breves, que por falta de tempo ou pertinência, não abriram espaço à discussão. Em jeito de sugestão, fica a ideia de para a próxima as fazerem mais cedo e até fora do recinto, abrindo esta parte do festival à cidade e à população “sem bilhete” que possa estar interessada e talvez assim, os objectivos sugeridos no tema sejam mais facilmente abordados. Mas não nos podemos esquecer que o festival é de música e como tal, todas as actividades extras, embora necessárias e bem introduzidas no evento, não devem comprometer os concertos, tal como aconteceu com os Uxu Kallus no Sábado.

Em jeito de conclusão, tirando pequenas notas cuja importância é relativa, a organização esteve muito bem e diria que não houve uma alma que tenha saído insatisfeita deste fim de semana.


Fotografias tiradas a meias pela Isabel e por mim.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Visão de um ser desprevenido: Performance - The Great Learning, Paragraph 5, Cornelius Cardew


Fiquei com a sensação que o acaso me permitiu assistir no sábado (dia 29) à, minha, definição mais perfeita de performance, tanto em execução como em concepção. Infelizmente quis também o acaso que fosse um dos poucos a ter esse privilégio.
A performance artística, como a entendo, deverá ser chocante e de enredo difícil de deslindar e, claro está, esta assentou que nem uma luva.

A ligação de Cardew ao trabalho de John Cage, devia por si só ser razão suficiente para arrastar aos Aliados o meio mundo artístico, mas mais uma vez a cultura e em particular a arte move-se por caminhos estranhos e normalmente tortuosos.

Os movimentos dos performers, aparentemente, desconexos, tanto em relação ao som como entre si, agradaram-me bastante, ainda mais porque escondiam em si o seu oposto: a disciplina que apenas se revelava – quando cada um, à vez, se dirigia a uma mesa e confirmava na checklist que movimento se seguiria e assinalava o anterior, e ainda, quando em uníssono diziam o parágrafo traduzido por Erza Pound do Confúcio (tinha a ver com disciplina mas não me recordo o nome). Afinal a peça chama-se The Great Learning, que esperar?
Caótico foi o momento em que todos os participantes se juntaram no fundo da sala e ecoaram sons vindos dos mais variados utensílios a bater entre si: caixotes, tachos, ferros, garrafas, etc… aqui ninguém me tira da ideia que ouvi um pouco de Virgin Prunes. Mais tarde a liberdade da composição voltaria a ser escutada por arcos de violino a passar em serras, antes de vários tipos de comida e bebida voar, mais uma vez de forma caótica, por todo o espaço da Culturgest. Tudo isto seria revelado quando parte dos performers saíram à rua, arrastando atrás de si parte destes despojos, em marcha fúnebre, talvez em busca do publico que escasseou dentro da sala, enquanto, no interior, o defunto era vestido com os restos da comida (homenagem ao Cornelius Cardew? à musica como a conheciam nos anos 60/70? à performance em si? não me cabe a mim responder a estas questões interpretativas).

Poderia elucidar-vos melhor sobre o contexto do que vi, poderia tentar responder a estas questões mais interpretativas – está tudo num pequeno jornal facultado pela Culturgest sobre as peças. Mas por mais que tentasse vos explicar, cada palavra ficaria aquém da experiência que tive. E cada um que ali este no sábado teve a sua.

A quem não esteve :"Não sabeis o que perdestes ò gentes de pouco tempo."

Para mais informaçoes sobre a performance e sobre a exposição na página da Culturgest

terça-feira, 8 de junho de 2010

2/3 de critica : Messer Chups, Armazém do Chá, Porto


A partir do trabalho em estúdio deste trio russo, de sonoridades rockabily com alguns ares de horror punk, criei algumas reservas em relação a como seria o concerto, não por falta de qualidade, mas pela sensação de que, provavelmente, o concerto se tornaria monótono. A sensação confirmou-se. O concerto começou pela uma da manhã no piso superior do Armazém do Chá e revelou um duo de cordas pouco activo e um baterista que tentava a custo não deixar cair uma audiência cuja expectativa ia morrendo ao ritmo das musicas. Apesar das referências ao fim da digressão (em jeito de pedido de desculpas pela falta de energia) e a uma pretensa ressaca da noite anterior (o que deixa antever que pelo menos a cidade de Lisboa terá visto um concerto de maior qualidade), as deixas pré-fabricadas que separaram as musicas não os salvaram - acabaram por se tornar tão desinteressantes quanto o concerto em si.
Contra eles um factor importantíssimo: o espaço. O palco (já vi degraus maiores) não permitia sequer um passo a cada musico e o publico comprimia-se numa sala exígua. Estes factores poderão muito bem ter contribuído para a má prestação do trio, mas permitem também, levantar questões sobre o nível de exigência de algumas bandas em relação aos espaços onde aceitam dar concertos e às necessidades implícitas para oferecerem o que de melhor fazem.
Em resumo e até porque esta critica é apenas sobre os 2/3 que vi do concerto, percebe-se que a qualidade está lá, mas que ao vivo, pelo menos desta vez, não resultou e na minha opinião, a voz de Zombierella é uma mais valia ao vivo, deviam utilizá-la mais vezes.


quarta-feira, 9 de julho de 2008

Squishy Squid - "But Cows Have So Much Love To Give..."


Existe qualquer coisa na Austria que faz com que as bandas alternativas não gostem de biografias… Para não destoar os Squishy Squid são assim, do seu myspace retiram-se duas ou três linhas e o que resta é… a música, o que nos leva a crer que provavelmente eles é que têm razão.
A formação, desde 2006, é estranha mas eficaz, dois baixos (Georg e Delirium – Strange Dolls Cult), um teclista (Sebastian), um baterista (Gregor) e uma vocalista ( Nancy Darling). Em 2007 gravaram uma Demo, “But Cows Have So Much Love To Give...” num estilo muito “Batcave-New wave-Punk-Blabla” (offtopic: o escriba não tem jeito para géneros musicais por isso inventa-os à medida que vai andando…).
O grupo revela-se durante as 7 canções incluídas na demo através do humor ácido das suas letras e de um ritmo sempre em crescendo ao longo de cada canção tornando-as ideais para quem goste de dançar, serão provavelmente um dos grupos (menos conhecidos) a fazer mexer mais corpos no DDF2008.
Fica o alinhamento de "But Cows Have So Much Love To Give...", do qual o ouvido selectivo do escriba destaca “Born To Be”, “Bonjour Tristesse”, “No More Lovesongs” e “Postcoital Melancholy”:
1. Born To Be
2. Elektroboot
3. Beat
4. Bonjour Tristesse
5. Postcoital Melancholy
6. Velvet Morning
7. No More Lovesongs

terça-feira, 24 de junho de 2008

Die Perlen - "Szenenwechsel"

Os Die Perlen são Katja Hah e Ferdinand Ess, oriundos de Nuremberga definem a sua musica como um cruzamento entre Die Artze, Welle Erdball e Sigue Sigue Sputnik. Com dois álbuns editados, “Telektroponk” (2006) e “Szememwechsel” (2008), demonstram ter alguma razão na maneira como se definem musicalmente.
O último álbum que pelo titulo deixava antever uma mudança de estilo (Szememwechsel significa algo como “mudança de cena”) é mais um apurar de estilo, ao longo das 16 musicas o ouvinte é levado por um ritmo electropunk que a espaços apresenta influências New Wave e rock, temos portanto um ambiente electro-punkrock-newwave, que não será de todo estranho tendo em conta as colaborações de músicos dos Joy Disaster (“Empty V” e “Lost”), Charles de Goal (“Hop, Hop, Hop”) e Werder Erdball (Wir Horen Mit”).
De valor é a “Azia” valente que o grupo cura com “Booking Agency” uma música que é uma critica sem pudor aos representantes/intermediários da indústria musical.
Em jeito de conclusão “Szememweschsel”, não sendo de todo comercial, contem musicas que serão/são sucessos de festas e que tornarão de certeza o seu concerto no DDF2008 memorável.

Fica o alinhamento:
1. Szenenwechsel
2. Jeudi noir
3. Geiz
4. Empty V
5. Beweg Dich
6. Ich bin ich
7. Lost
8. Mein Stern
9. 5 vor 12
10. Booking agency
11. Ich glaube
12. Revolution
13. Wir hören mit*
14. Hop hop hop hop
15. We never sleep
16. No y

segunda-feira, 17 de março de 2008

The Cure - 08 de Março de 2008 - Pavilhão Atlântico

The Cure 2008@ Pavilhão Atlântico - "M", ebola


Existe uma verdade comum a todos os amantes de musica que é, por isso mesmo, um tormento para os mesmos quando vão a um concerto, e essa verdade diz que é mau sinal sempre que um single é a melhor musica de um álbum, e isto é valido para qualquer banda desde que o album não seja... o Disintegration... e, claro está, a banda não seja os The Cure. Deste álbum saíram 4 singles oficiais que é como quem diz 1/3 do álbum, mas de facto poderia muito bem ter sido metade ou mesmo 2/3 daí que no alinhamento do dia 08-03-2008 no Pavilhão Atlântico e à imagem dos outros concertos até esta data estejam incluídas nada mais que 6 musicas deste trabalho.
Considerações à parte o concerto mostra uns Cure de volta aos bons momentos, um Robert mais solto (do seu jeito...), um Simon igual a si próprio, um regressado Porl Thompson (o verdadeiro excêntrico dos Cure) e um Jason competente. O regresso de Porl Thompson trouxe, na minha opinião, mais electricidade a uma banda que estava condenada a uma ditadura de teclas e a um amolecimento geral que se notava muito nas actuações ao vivo, apesar de em certas musicas o esforço de Simon no baixo não ser suficiente para suprir a sua ausência, esta aparente troca parece-me benéfica.
Embora tenha sido um concerto sempre em alta para as 17999 mil almas, este atingiu limites insanos em musicas como "Friday I'm in Love" (o escriba pára e respira fundo para não cuspir...), "Just Like Heaven" e claro em "Boys Don´t Cry".
Durante o alinhamento e além do que já foi referido, estavam discretamente incluidas 3 musicas que farão parte do novo trabalho a saber, a excelente "A Boy I Never Knew", "a /que-certamente-será-um-single/ "Please Project" e a /preciso-de-ouvir-melhor-porque-não-me-pareceu-grande-coisa/ "Freakshow" (2º Encore). Para regozijo do escriba o main set ainda ofereceu "Kyoto Song", "The Blood", "Push", "One Hundred Years" e uma versão menos "urgente" mas ainda assim boa de "Primary" (acho que gosto mais do imediatismo com que soa em registo original). O 1º Encore que se poderia chamar "desculpem-lá-pela-friday-i'm-in-love-set" é excelente e mais que isso é um piscar de olhos à velha guarda, o coro de vozes no "Play For Today" é sempre digno de se ouvir assim como a "Forest" com a cadência do baixo de Simon no fim acompanhada pelos aplausos do público, bem como "M" (simplesmente divina), seguido por um segundo encore que se poderia chamar uma-no-cravo-outra-na-ferradura-set com uma boa versão de "Lovecats" e um "Why Can´t I Be You" bastante conseguido. Para o fim, o 3º e ultimo encore da noite que se poderia chamar "este-merecia-mais-um-parágrafo-mas-isto-já-vai-longo-set" foi um piscar de olhos a toda a gente, começando pelo inevitável "Boys Don't Cry", pulando com Jumping Someone Else's Train", a surpreendente "Grinding Halt" (que me fez pular até meia hora depois do concerto acabar) seguidas de "10:15 Saturday Night" e "Killing An Arab" (o 1º single da banda), fez com que o concerto fosse memorável mesmo para aqueles que como eu sonharam com um outro set.
Nota desagradável só mesmo para a acústica do pavilhão atlântico que segundo me constou de metade da plateia para trás o eco era mais que muito.
Para finalizar resta-me dizer que depois de Vilar de Mouros 2004 deixei de levar máquina fotográfica para concertos por isso as poucas fotografias que tirei foram com o telemóvel que é o mesmo que dizer "esqueçam lá isso", assim aconselho-vos o fórum "The Cure Portugal" (Link na secção de foruns à esquerda) onde para além das fotografias poderão ler criticas de fãs, bem como o you tube onde uma simples busca permite ver vídeos do concerto (poucos bons mas o que vale é a intenção).

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Control

Sam Riley - Control

Baseado num dos poucos relatos pessoais e íntimos existentes de Ian Curtis, “Touching From a Distance” de Deborah Curtis, “Control” conta-nos a história já conhecida e rebatida vezes sem conta de Ian Curtis, a diferença aqui está no facto de que desta vez ela é-nos contada de dentro para fora, ou seja, o espectador ao ver o filme não vê um filme sobre Ian Curtis vocalista e líder dos Joy Division mas sim um filme sobre um casal em que o marido é Ian Curtis, que por acaso é vocalista dos Joy Division, e é precisamente aqui que este filme se afasta do documentário típico sobre um qualquer grupo musical e se aproxima definitivamente de um drama baseado numa história real.
Filmado a preto e branco com uma mestria que poucos demonstram, e tendo em conta que é a estreia em longas metragens, Corbijn, conhecido pelo seu trabalho junto dos PIL, Joy Division e mais recentemente dos U2 e Depeche Mode, conseguiu surpreender e não fazer um teledisco de 2h, e mais que isso recriar com uma dose elevada de realismo tanto o retrato de uma Manchester cinzenta e depressiva a sair do Punk com todo aquele sentimento de urgência que naqueles tempos se vivia em termos culturais, como, por outro lado a imagem que todos temos de Ian Curtis (aliás imagem que todos devemos a ele mesmo, não esquecer que são dele algumas das fotografias mais conhecidas dos Joy Division).
O realismo obtido no filme (afirmado tanto pelos "ex-Joy Division" como por Deborah Curtis, que consta ter entrado uma vez no set e chamado Sam Riley de Ian) é fruto de um conjunto de esforços, tanto do realizador/produtor (como exemplo, a casa que aparece no filme é a casa onde Ian e Deborah moravam), como, claro, dos actores, principalmente dos membros do grupo que tocaram todas as músicas, sendo que Sam conseguiu captar todos aqueles maneirismos de Ian em palco, tornando as cenas ao vivo soberbas a nível visual, e de Samantha Morton que no papel de Deborah Curtis tem uma actuação inteligente servindo de “âncora” durante todo o filme sem, no entanto, nos desviar a atenção do protagonista.
Impressionante também, é o fim, onde, e muito bem, não nos é permitido “entrar” dentro de casa com Deborah, mantendo-se assim o momento do suicídio como o momento privado que foi.

Não sendo, como já referi, um "documentário rock" é, para mim, o melhor documentário biográfico de um artista que alguma vez vi.