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quarta-feira, 29 de junho de 2022

Noir Clubbing

Este é um post há muito devido, apesar das vicissitudes que o atrasaram. O Club Noir original abriu em Fevereiro de 2011 na Baixa (Rua da Madalena). O Noir Clubbing (novo nome) mudou-se para Alvalade (Rua António Patrício, 13B) em Novembro de 2019. Na verdade, a inauguração só aconteceu em Março de 2020. Entretanto, veio a pandemia. Pior altura não podia haver. Não tive oportunidade de conhecer o novo sítio antes e só consegui ir lá agora.
Sobretudo, tenho a dizer que mudou para melhor! Mais amplo, mais espaço, um bar maior, melhor som e pista de dança. Os habitués vão reconhecer a mobília, mas muito menos “apertada” e com mais lugar para conversar. As paredes estão pintadas em cores claras e decoradas com retratos de ícones da música alternativa. Os espelhos ajudam à ilusão de um espaço mais arejado. Até encontrei uma salinha, ao fundo à esquerda, com mais iluminação e menos som, para quem quiser maior intimismo. Por acaso encontrei-a quando procurava a casa-de-banho, que fica ao fundo à direita.
O bairro circundante é sossegado e longe dos centros barístico-turísticos da capital, o que é sempre uma vantagem para quem vai a este espaço alternativo de propósito sem vontade de ser incomodado por curiosos que lá caem de pára-quedas.
A música em si não mudou. Tudo o que é alternativo tem aqui lugar. Infelizmente, o bar tem de fechar às 4 horas, demasiado cedo, e só abre aos fins-de-semana e vésperas de feriado. Mesmo assim, aconselho uma visita urgente a este novo/antigo local de música alternativa.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Club Noir e Metropolis encerrados ao mesmo tempo

Más notícias para a cena gótica e alternativa de Lisboa. Depois do encerramento do Club Noir na rua da Madalena, agora é o Metropolis Club a fechar as portas no Centro Comercial Imaviz. A festa de despedida do Metropolis é já no próximo sábado 1 de Fevereiro. A ultima noite no Club Noir da rua da Madalena foi a passagem de ano. Ambos os bares tiveram de fechar porque os espaços foram comprados. Para a “construção de apartamentos de luxo”, no caso do Club Noir, para uma “multinacional hoteleira” no caso do Metropolis, como se pode ler nas respectivas páginas de Facebook. O Club Noir promete reabrir em breve em espaço já encontrado em Alvalade. O Pórtico espera novidades.
No caso do Metropolis, a notícia foi em cima da hora mas não é uma surpresa. O bar já esteve fechado há dois anos, de Outubro a Novembro de 2017, por motivos relacionados com o próprio espaço do centro comercial. O Imaviz, nas Picoas, foi na sua época um centro comercial chique e caro (onde António Variações trabalhou num cabeleireiro unissexo Isabel Queiroz do Vale) mas o estado decrépito e cada vez mais lojas fechadas saltavam à vista de quem atravessava regularmente aquele espaço de “centro comercial fantasma” durante estes últimos doze anos de existência do Metropolis.
O Pórtico vai ficar atento e deseja boa sorte às gerências do Club Noir e do Metropolis na busca de espaços alternativos (em duplo sentido).

quinta-feira, 24 de março de 2011

Club Noir



Antes de mais, o meu contrito mea culpa por não ter escrito sobre o Club Noir mais cedo quando já o podia ter feito. (A preguiça é um pecado tão feio...)
Depois de tantos anos sem alternativas, em Lisboa, a coisa começa a compor-se. Foi com muito agrado que conheci o Club Noir, inaugurado na rua da Madalena (baixa) em Fevereiro. Aqui está um espaço com tudo para agradar e todas as potencialidades que se possam imaginar.
À entrada, junto ao bar, existe uma sala onde se facto se pode conversar em grupo. A música é audível e a pista de dança é visível mas não atrapalha o convívio.
A mencionada pista de dança, por sua vez, ocupa exactamente o espaço suficiente para ser ao mesmo tempo intimista e convidativa (em suma, uma pista de dança "a sério", ao contrário de pista de dança improvisada como acontece em tantos bares). De facto, se estivéssemos nos anos 80 chamaria ao espaço nada mais nada menos do que bar/discoteca, porque é precisamente o que o espaço oferece. Mais nas "profundezas" há uma terceira sala, a que chamo a sala dos sofás, que oferece oportunidade para conversas mais... "aconchegadas". Aqui a minha opinião não é muito favorável (mas sou suspeita à partida porque detesto sofás): a música na "sala dos sofás" é tão elevada como na pista de dança e os sofás, se houvesse mais luz, dariam ao espaço um aspecto de "sala de espera". Talvez uma sala a melhorar, na minha opinião.
Tirando os sofás (que segundo me disseram já lá estavam quando o bar foi adquirido) nada a apontar à decoração e à iluminação. Podia ter um toque mais "pessoal" mas acredito que com o tempo, e os cartazes, e as recordações, chega-se lá.
Quanto à música, pelos dois eventos a que assisti fiquei com a impressão que depende do DJ ou da temática da noite, o que também é bom sinal. Respeitam-se os gostos das pessoas e não se engana ninguém caindo nos mesmos êxitos do costume, batidos e "rebatidos" por todo o lado. (Uma das coisas de que gostava na antiga Juke Box -- a do Bairro Alto -- era entrar lá e não conhecer nada do que estava a passar. A mim nunca ouvirão criticar música obscura.)
Por último, mas não menos importante, gostava de realçar a localização. O facto de se situar na baixa, numa rua afastada do mainstream dos bares (Cais do Sodré, Bairro Alto, etecetras e tais que não vou referir) é um ponto muito positivo. Quem frequentava a Juke Box, à tarde e a noite, na rua da Fé, sabe bem do que falo. O Club Noir, tal como a Juke da r. da Fé, tem a vantagem de ser apenas frequentado por gente que sabe para onde vai e para o que vai. Gente da cena, gente que não cai lá de pára-quedas. Talvez, com o tempo, surja a mística que o ambiente pede e encoraja. Logo, toca ir ao Club Noir e a espalhar a palavra pelos amigos. Das vezes que fui não me pareceu que estivesse suficientemente "povoado", certamente por ser um sítio ainda novo. Por isso insisto, toca a ir! Toca a recriar a mística! E já agora, toca a recriar a "dança em círculo". Isso, infelizmente, tem-se perdido, e cá por mim tenho saudades da cumplicidade que se criava. (Sabem do que falo, não sabem?...)
Um ponto negativo apenas: Já estou mal habituada desde que os bares começaram a fechar mais tarde em Lisboa. O Club Noir fecha mesmo às 4 da manhã. Enfim, tudo o que é bom parece que acaba sempre cedo demais, não é?

sábado, 20 de setembro de 2008

Bares

Locais onde passa música gótica ou se realizam (ou realizaram) festas frequentes. Para actualizar a informação ou divulgar outro espaço com música gótica, deixa o nome do bar e respectiva morada na caixa de comentários.


ALMADA

Covilbar
Travessa da Judiaria, 4
Almada 

O Lado Negro Bar
Rua Augusto Maria da Silveira, nº 24
Almada Velha, (perto da Rua Capitão Leitão)


COIMBRA

Via Latina
Rua Almeida Garrett, 1


FARO

Draculea Bar
Rua Dr. Rodrigues Davim


LISBOA

Caixa Económica Operária
Rua da Voz do Operário, 64
À Graça, Lisboa

Metropolis Club
Centro Comercial Imaviz (lojas 53/54)
Av. Fontes Pereira de Melo, frente ao Fórum Picoas, Lisboa
Metropolis Club Facebook 
BAR ENCERRADO

Noir Clubbing 
(ex-Club Noir da Rua da Madalena)
Rua António Patrício 13B (Alvalade)
Abre aos fins-de-semana e vésperas de feriado
Noir Clubbing Facebook
Noir Clubbing

Per Lunam
Rua da Rosa, 80
Bairro Alto, Lisboa

Rock In Chiado
Rua Paiva de Andrade, 7-13
Chiado, Lisboa

Santiago Alquimista
Rua de Santiago, 19
À Sé, Lisboa

Transmission
Rua de S. Paulo, 27
Ao Cais do Sodré, Lisboa
BAR ENCERRADO


PORTO

Fábrica de Som
Av. Rodrigues de Freitas, 23-27

Gare Clube
R. da Madeira, 182
À estação de São Bento

Heavens Gothic Bar
Av. Fernão de Magalhães, 120
Heavens Facebook

Pitch
Rua Passos Manuel, 34-38

Rendez Vous
Rua do Sol, 128

Uptown
Rua do Breiner, 59
Cedofeita, Porto

Vinyl
Av. da Boavista, 1430
Porto


VILA NOVA DE GAIA

Parke
Rua Dr. Pedro Vitorino, 148
Francelos, Vila Nova de Gaia


 

Crítica: Bares & Eventos

BARES

Club Noir, por katrina a gotika, 24.3.11

Metropolis Club, por Gotika, 6.7.08 

Noir Clubbing, por katrina a gotika, 29.6.22