sexta-feira, 22 de julho de 2022

Agenda [actualizado]

CONCERTOS

Urze de Lume
Sábado 23 de Julho, Festival de Artes Snow Black, Moita

 

EVENTOS

Alone & Anonymous
Sexta 22 de Julho, Noir Clubbing, Lisboa


Extramuralhas Warm-up Party
Sábado 23 de Julho, Stereogun, Leiria


Undead Decadance Party
Sábado 23 de Julho, Noir Clubbing, Lisboa


Dark Fiend Club
Sábado 23 de Julho, NĀDA, Lisboa


 

segunda-feira, 11 de julho de 2022

quarta-feira, 6 de julho de 2022

London Plane – “Bright Black”

“Bright Black“ é o segundo álbum da banda nova-iorquina London Plane, acabado de lançar em Junho de 2022 (o primeiro é “New York Howl”, de 2018).
Segundo o press release, este é um disco para amantes de Bauhaus, David Bowie, Yeah Yeah Yeahs, XTC, Shriekback, Gary Numan, Wire, Soft Kill, Interpol, Preoccupations, Protomartyr, The Primitives, The KVB, Iggy Pop, The Cramps.
Ora, é exactamente nesta misturada de influências que reside o busílis para mim. Para dizê-lo curto e grosso, há músicas de que gosto muito e músicas de que não gosto mesmo nada. Não posso, por isso, considerar “Bright Black“ um álbum equilibrado que vá agradar a um público em específico do princípio ao fim, da mesma maneira que não conseguiu agradar-me a mim.
Mas nesta misturada há gemas espantosas a descobrir, nomeadamente (seria mesmo preciso dizê-lo?) as que recordam um som mais ao estilo de Bauhaus ou post punk, embora de maneira nenhuma cópias: “Bright Black”, “The Darker You”, “Watch That Madman Go” e “Francesco”.
As outras, nem por isso.

Para ouvir no Bandcamp da banda, AQUI.


“Bright Black“ is the New York band London Plane’s second album, just released in June 2022  (the first was “New York Howl”, from 2018).
According to the press release, this is a record for lovers of Bauhaus, David Bowie, Yeah Yeah Yeahs, XTC, Shriekback, Gary Numan, Wire, Soft Kill, Interpol, Preoccupations, Protomartyr, The Primitives, The KVB, Iggy Pop, The Cramps.
Well, it’s exactly in this amalgamated salad of influences that the problem resides for me. To put it short and simple, some tracks I like a lot and some tracks I don’t like at all. Therefore, I cannot consider “Bright Black“ as a balanced album that manages to please a specific audience from start to finish, the same way it couldn’t please me.
But in the midst of this amalgamated salad there are amazing gems to be discovered, namely (do I really need to say it?) those that recall a more Bauhaus-like post punk type of sound, though not, in any way, copies: “Bright Black”, “The Darker You”, “Watch That Madman Go” and “Francesco”.
The others, not really.

To be listened in London Plane’s Bandcamp, HERE.


segunda-feira, 4 de julho de 2022

Agenda

EVENTOS

Night of the Furious Lovers
Sexta 8 de Julho, Noir Clubbing, Lisboa


Classix Night
Sábado 9 de Julho, Noir Clubbing, Lisboa


sexta-feira, 1 de julho de 2022

Agenda [actualizado]

EVENTOS

Tardes de Vanguarda
Sábado 2 de Julho, Cine Incrível, Almada


39º Aniversário
Sábado 2 de Julho, Heaven's, Porto


After Dark Party
Sábado 2 de Julho, Noir Clubbing, Lisboa


Kat's Choice
Sábado 2 de Julho, Eclipse, Lisboa


 

quarta-feira, 29 de junho de 2022

Noir Clubbing

Este é um post há muito devido, apesar das vicissitudes que o atrasaram. O Club Noir original abriu em Fevereiro de 2011 na Baixa (Rua da Madalena). O Noir Clubbing (novo nome) mudou-se para Alvalade (Rua António Patrício, 13B) em Novembro de 2019. Na verdade, a inauguração só aconteceu em Março de 2020. Entretanto, veio a pandemia. Pior altura não podia haver. Não tive oportunidade de conhecer o novo sítio antes e só consegui ir lá agora.
Sobretudo, tenho a dizer que mudou para melhor! Mais amplo, mais espaço, um bar maior, melhor som e pista de dança. Os habitués vão reconhecer a mobília, mas muito menos “apertada” e com mais lugar para conversar. As paredes estão pintadas em cores claras e decoradas com retratos de ícones da música alternativa. Os espelhos ajudam à ilusão de um espaço mais arejado. Até encontrei uma salinha, ao fundo à esquerda, com mais iluminação e menos som, para quem quiser maior intimismo. Por acaso encontrei-a quando procurava a casa-de-banho, que fica ao fundo à direita.
O bairro circundante é sossegado e longe dos centros barístico-turísticos da capital, o que é sempre uma vantagem para quem vai a este espaço alternativo de propósito sem vontade de ser incomodado por curiosos que lá caem de pára-quedas.
A música em si não mudou. Tudo o que é alternativo tem aqui lugar. Infelizmente, o bar tem de fechar às 4 horas, demasiado cedo, e só abre aos fins-de-semana e vésperas de feriado. Mesmo assim, aconselho uma visita urgente a este novo/antigo local de música alternativa.

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Agenda

EVENTOS

Night of the Furious Lovers
Quarta 15 de Junho, Noir Clubbing, Lisboa


INDIEpendent Sessions
Sábado 18 de Junho, Noir Clubbing, Lisboa


 

terça-feira, 7 de junho de 2022

Dead Can Dance ao vivo no Coliseu de Lisboa (2.Junho.2022)

(Originalmente publicado em Gotika.)

As minhas desculpas pela má qualidade das fotos. O meu telemóvel nem sequer tem zoom.


Quinta-feira, 2 de Junho. Coliseu de Lisboa. Os Dead Can Dance dão o segundo concerto na capital, último de uma digressão de dois meses. É a primeira vez que vejo os Dead Can Dance em concerto, a única das minhas bandas preferidas que ainda não tinha visto ao vivo. (Com a funesta excepção de Joy Division, que nunca verei.)
Os sonhos são irreais e irrealistas. São intimistas e emocionais. Este texto não pode fugir-lhes.
Foi um sonho concretizado. Um sonho que durante bastantes anos julguei nunca realizar. Primeiro, porque a banda se separou e Lisa Gerrard e Brendan Perry se dedicaram a projectos a solo. Segundo, depois da reunião da banda, que já tinha actuado em Portugal nesta nova encarnação, devido a questões profissionais que não me permitem assistir a concertos como gostaria. Por fim, devido à pandemia, que parecia nunca mais acabar.
Já tinha comprado o bilhete e ainda não acreditava que era real. Só acreditei na sala do Coliseu, quando Lisa Gerard começou a cantar “Yulunga”. Era real, estava acontecer. No dia seguinte questionei-me se aconteceu de facto. Os sonhos também parecem muito reais quando estamos a sonhá-los.
Tenho a certeza de que a culpa foi minha, mas saí do Coliseu insatisfeita, como se nem tivesse lá estado. O concerto foi curto. Uma hora e vinte minutos e Brendan Perry disse-nos “Obrigado. Boa noite” em português correcto, e a banda preparou-se para sair. É claro que voltou, para mais um encore de 20 minutos. Uma hora e quarenta minutos e o concerto acabava. Brendan Perry disse que era o último da digressão e que estavam cansados. Talvez tenha sido isso? Ou talvez eu me tenha fartado de esperar pelo sonho de ver os Dead Can Dance e os tenha envolto numa expectativa irrealista que não pode jamais rivalizar com a minha relação íntima e inexprimível com a música que amo desde que a conheço, há tantas décadas que nem vou dizer quantas?
Lisa e Brandan revezaram-se, uma canção cada. Não me posso queixar da falta de êxitos. A banda percorreu a maior parte dos álbuns e todas as suas fases de evolução, e as boas canções são tantas (não existe uma canção má!) que se fossem tentar tocá-las todas ainda lá estávamos. A plateia encontrava-se repleta. Já as bancadas, não. Talvez pelo preço dos bilhetes, talvez por ser o segundo concerto em dias consecutivos, talvez ainda medo da pandemia? A verdade é que já vi o Coliseu a abarrotar muitas vezes, e não foi o caso. 

Mas o público que compareceu sabia ao que ia. Algumas palmas no início de canções mais conhecidas eram rapidamente silenciadas para não se perder uma nota do som, uma sílaba da voz. Em momentos, quando Lisa cantou, todo o Coliseu ficou em silêncio. Mesmerizado, como na canção. E não faltaram as canções hipnotizantes: “Yulunga (Spirit Dance)”, “The Host of Seraphim”, “Sanvean”, “Persian Love Song”, “Black Sun”, e, a minha preferida das preferidas, “Cantara”. Já tinha ouvido os Dead Can Dance em concerto numa fase de maturidade da banda e sabia o que esperar, mas nunca deixo de ficar impressionada com o poder transcendente daquela voz. Já não é a jovem Lisa que cantava “Cantara” em “Within The Realm Of A Dying Sun”. A voz encorpou, engraveceu, mas continua a ser a voz da Deusa. A interpretação de Brendan Perry está praticamente na mesma, quase nem se nota a idade.
Então, o que é que eu queria afinal? Mais canções? E quais, se há tantas? “The Cardinal Sin”? “Xavier”? “Summoning of the Muse”? “The Arrival And The Reunion”? “As The Bell Rings The Maypole Spins”? “Nierika”? Impossível escolher.
O que eu queria mesmo era ficar arrepiada, era sentir calafrios pela espinha abaixo. Já ouvi quem se referisse a um concerto dos Dead Can Dance como uma experiência místico-religiosa, já ouvi chamar-lhe ritual xamânico. Infelizmente, não senti a magia que queria sentir. Sim, abanei a cabeça, bati palmas, dancei na cadeira, não consegui tirar os olhos do palco. Mas a hipnose nunca me arrebatou, nunca me levou para o mundo fora do mundo onde costumo ir quando ouço Dead Can Dance em casa nos “dias certos”. Culpa minha, volto a dizer. Talvez a minha relação com a música, tão idealizada e adorada durante tanto tempo que já é só minha, nunca consiga rivalizar com a realidade dos intérpretes a tocá-la à minha frente. Mas não é verdade que as grandes obras ganham vida própria, que fogem aos criadores?
Saí com a sensação de “dever cumprido”, a última banda que me faltava, a voz da Deusa a ecoar-me na memória. Devia-lhe essa reverência e prestei-lha. Mas queria mais, queria arrepios, e isso não aconteceu.
Se esta review não tivesse levado o tom intimista que lhe quis dar, diria apenas que foi um concerto soberbo, impecável em voz e som e 100% profissional, auxiliado por instrumentistas de cinco estrelas, que só pecou por ser curto. O que eu queria, a transcendência, o sonho em vigília, o arrebatamento, depende mais do ouvinte do que do intérprete. É preciso que o ouvinte se deixe arrebatar. Se calhar não era o “dia certo”.

 

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Agenda

CONCERTOS

Nick Cave and the Bad Seeds
Quinta 9 de Junho, NOS Primavera Sound, Porto

 

EVENTOS

Eyes Wide Shut
Quinta 9 de Junho, Noir Clubbing, Lisboa


Classix Night
Sexta 10 de Junho, Noir Clubbing, Lisboa

 

Kat's Choice
Sexta 10 de Junho, A Cerca, Almada


After Dark
Sábado 11 de Junho, Noir Clubbing, Lisboa


 

 

segunda-feira, 30 de maio de 2022

Agenda

CONCERTOS

Dead Can Dance
Quarta 1 de Junho, Coliseu, Lisboa
Quinta 2 de Junho, Coliseu, Lisboa 

 

EVENTOS

High Voltage
Sexta 3 de Junho, Noir Clubbing, Lisboa

 

Alt. Clubbing (Alternative Clubbing Sounds)
Sábado 4 de Junho, Noir Clubbing, Lisboa 

 

segunda-feira, 23 de maio de 2022

Agenda

CONCERTOS

The Jesus and Mary Chain
Sábado 28 de Maio, North Music Festival, Alfândega, Porto

 

EVENTOS

INDIEpendent Sessions
Sábado 28 de Maio, Noir Clubbing, Lisboa


 

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Agenda

EVENTOS

High Voltage
Sexta 20 de Maio, Noir Clubbing, Lisboa

 

Riot Disco
Sábado 21 de Maio, Noir Clubbing, Lisboa

 

Dia Mundial do Gótico - World Goth Day
Domingo 22 de Maio, algures no Twitch


sábado, 14 de maio de 2022

Cartaz do Festival Extramuralhas, Leiria, vários locais


Toda a informação AQUI.

Quinta, 25 de Agosto
Vomito Negro
Mnnqns
Velvet Kills
Zeal & Ardor
Sieben

Sexta, 26 de Agosto
Kaelan Mikla
Rein
A Projection
Zola Jesus
Vlure
Ultra Sunn

Sábado, 27 de Agosto
Je T'aime
Hmltd
Potochkine
Circuit Des Yeux
Whispering Sons
She Pleasures Herself
Aus Tears
 

segunda-feira, 9 de maio de 2022

segunda-feira, 2 de maio de 2022