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terça-feira, 12 de maio de 2026

Culatra - "Capítulo Primeiro: 1985-1989 / Sombras e Fantasmas" (Pós-80's label)

Segundo o press release, os Culatra foram "provavelmente a primeira banda portuguesa assumidamente gótica". Com actividade entre 1985 e 1992, nunca chegaram a gravar um disco. Esta colectânea, pela Pós-80's, reúne "os registos raros e inéditos do material gravado entre 1985-1989, provenientes de uma maquete, ensaios e um tema ao vivo no RRV".
Não tenho qualquer lembrança dos Culatra (o que não significa que nunca tenha ouvido falar deles). Estou impressionada com a qualidade desta banda de Lisboa que merecia mais reconhecimento, e lamento que tenham acabado sem deixar discografia. A diferença que o Bandcamp teria feito naquela altura! Nestes registos, finalmente trazidos à luz do dia em 2026, encontro influências do melhor da época: Joy Division, Bauhaus, Sisters of Mercy e outras referências pós-punk incontornáveis. Este é o som que eu recordo do Rock Rendez Vous. A qualidade das gravações é que é fraquinha, como seria de esperar de ensaios, maquetes e música ao vivo.
Para descobrir agora no Bandcamp, já que esta música esperou tanto tempo entre sombras e fantasmas.

According to the press release, Culatra were "probably the first explicitly Portuguese goth band". Even though they were active between 1985 and 1992, a record was never released. This compilation by the Pós-80's label brings together "rare and unreleased recordings from 1985 to 1989, taken from demos, rehearsals, and a live track at the RRV [Rock Rendez Vous]".
I have no recollection of Culatra (which doesn't mean I've never heard of them). I'm impressed by the quality of this Lisbon band, which deserved more recognition, and I regret that they disbanded without leaving a discography. The difference Bandcamp would have made back then! In these recordings, finally brought to light in 2026, I find influences from the best of the era: Joy Division, Bauhaus, Sisters of Mercy, and other inescapable post-punk references. This is the sound I remember from Rock Rendez Vous. The recording quality is weak, as one would expect from rehearsals, demos and live music.
After waiting so long amidst shadows and ghosts, Culatra’s music can finally be discovered on Bandcamp.

 

pos-80s.bandcamp.com/album/cap-tulo-primeiro-1985-1989

  

domingo, 12 de outubro de 2025

Black Rose Burning - "The Fear Machine" (2025)


"The Fear Machine" is the fourth album from New York band Black Rose Burning, following "The Year Of The Scorpion", "The Wheel" and "Ad Astra". While the motto of the lyrics is still Love Won, Love Lost and Outer Space, this time there's a social/political commentary on current events. I especially like "Beautiful Disaster", which I myself would have named American Disaster but maybe that's not a smart idea in nowadays United States.
The album explores a sci-fi concept that has always intrigued vocalist George Grant, the existence of a secret, unseen machine that is powered by people's fear. (It's called inequality, George.)
"The Fear Machine" continues to provide the present-day post-punk loveliness we're used to, along with the charismatic voice of our friend George Grant.

I recommend: "Into The Black", "Beautiful Disaster", "Retro"

https://blackroseburning.bandcamp.com/album/the-fear-machine

 

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Crippling Alcoholism - "Camgirl" (2025)

This release was recommended by Bandcamp.
Crippling Alcoholism are described with the tags "rock", "goth" and "noise rock", but I don't think it does them justice. In the whole, the sound is more innovative than just a bunch of tags, which is good. The lyrics are both violent and melancholy in an existential way, and even though the music is too harsh for my liking, it has gripped me. I listened to the first couple of singles and I immediately followed the band. 
After hearing the entire album, I'd say that it sounds like it was written by a gansta rapper with goth tendencies (but ashamed of them). Both music and lyrics sound like a very weird mix of Birthday Party, O.Children and Body Count, and a pinch of grunge at times. I would be delighted if Crippling Alcoholism decided to embrace the goth tendencies with a full heart, but, then again, of course I would.
I recommend listening to "Mr. Sentimental" and "LADIES' NIGHT (feat. Luxury Skin)".

https://cripplingalcoholism.bandcamp.com/album/camgirl

 

terça-feira, 30 de agosto de 2022

Lisa Gerrard / Marcello De Francisci − Exaudia


A Deusa cantou.
O álbum “Exaudia” é a colaboração de Lisa Gerrard (vocalização) com o produtor / compositor Marcello De Francisci (música), acabado de lançar em Agosto. O resultado é semelhante aos trabalhos anteriores de Lisa Gerrard a solo.
Peça indispensável no altar dos adoradores da Deusa.


quarta-feira, 6 de julho de 2022

London Plane – “Bright Black”

“Bright Black“ é o segundo álbum da banda nova-iorquina London Plane, acabado de lançar em Junho de 2022 (o primeiro é “New York Howl”, de 2018).
Segundo o press release, este é um disco para amantes de Bauhaus, David Bowie, Yeah Yeah Yeahs, XTC, Shriekback, Gary Numan, Wire, Soft Kill, Interpol, Preoccupations, Protomartyr, The Primitives, The KVB, Iggy Pop, The Cramps.
Ora, é exactamente nesta misturada de influências que reside o busílis para mim. Para dizê-lo curto e grosso, há músicas de que gosto muito e músicas de que não gosto mesmo nada. Não posso, por isso, considerar “Bright Black“ um álbum equilibrado que vá agradar a um público em específico do princípio ao fim, da mesma maneira que não conseguiu agradar-me a mim.
Mas nesta misturada há gemas espantosas a descobrir, nomeadamente (seria mesmo preciso dizê-lo?) as que recordam um som mais ao estilo de Bauhaus ou post punk, embora de maneira nenhuma cópias: “Bright Black”, “The Darker You”, “Watch That Madman Go” e “Francesco”.
As outras, nem por isso.

Para ouvir no Bandcamp da banda, AQUI.


“Bright Black“ is the New York band London Plane’s second album, just released in June 2022  (the first was “New York Howl”, from 2018).
According to the press release, this is a record for lovers of Bauhaus, David Bowie, Yeah Yeah Yeahs, XTC, Shriekback, Gary Numan, Wire, Soft Kill, Interpol, Preoccupations, Protomartyr, The Primitives, The KVB, Iggy Pop, The Cramps.
Well, it’s exactly in this amalgamated salad of influences that the problem resides for me. To put it short and simple, some tracks I like a lot and some tracks I don’t like at all. Therefore, I cannot consider “Bright Black“ as a balanced album that manages to please a specific audience from start to finish, the same way it couldn’t please me.
But in the midst of this amalgamated salad there are amazing gems to be discovered, namely (do I really need to say it?) those that recall a more Bauhaus-like post punk type of sound, though not, in any way, copies: “Bright Black”, “The Darker You”, “Watch That Madman Go” and “Francesco”.
The others, not really.

To be listened in London Plane’s Bandcamp, HERE.


quarta-feira, 20 de abril de 2022

Gothzilla - um caso sério

[Originalmente publicado em Gotika

Admito que da primeira vez que ouvi o nome Gothzilla pensei que era uma banda de paródia ou que estavam a brincar comigo. Nada mais injusto. É certo que o nome é cómico, e a banda ficaria mais bem servida com outra versão de The Blackest Darkness of the Bottomless Pit of Doom, mas esta malta tem sentido de humor. Gothzilla vende o que apregoa: gótico puro e duro. “Today Is A Good Day To Die” (álbum de estreia “Catharsis”) foi amor à primeira audição. Do mesmo álbum, “Tightwire” e “Temple Of Sound” bastaram-me uma audição ou duas. Desconhecia completamente esta banda escocesa, que apesar do nome leva o rock gótico muito a sério, e procurei a discografia toda. Do segundo álbum, “The Dark Is Rising”, destaco o tema “Edge Of Forever”, e do terceiro, “Auras”, saliento “The Unknown”. Mas o meu tema preferido é sem dúvida “Ilaria”, em que a voz feminina vem dar aquele tom etéreo que tanto mais me agrada quão mais pesada é a composição.
Se tenho algo a apontar à banda é que por vezes resvala um pouco demais (para o meu gosto) para um registo mais metálico a lembrar Paradise Lost. Nunca é uma crítica comparar alguém a Paradise Lost, mas por mim não resvalava nesse sentido.
Com uma obra já significativa, estes escoceses provam que é possível inovar no rock gótico com boas letras e melodias cativantes, originais, sem copiar ninguém.
Gothzilla foi uma banda que me apanhou de surpresa e que merece ser descoberta com urgência.

Para ouvir (e comprar) aqui:
gothzilla.bandcamp.com


sábado, 31 de julho de 2021

Parzival — “Casta”

Parzival foi mais uma banda que conheci através do Festival Entremuralhas. Confesso, a partir de certa altura, que uma amálgama de preguiça e de falta de tempo me afastou de uma das minhas actividades favoritas: procurar música nova. Durante algum tempo fi-lo ouvindo rádio online (a que hoje chamamos podcasts, mais precisamente) mas acabei por perder o hábito. Isto agora vai mudar com o streaming no Twitch, com DJs ao vivo e chat em tempo real, e a possibilidade de assistir comodamente no smartphone enquanto se faz outras coisas, algo de impensável nos tempos dos podcasts em que era preciso estar ao computador para ouvi-los, e, lá está, nem sempre havia tempo disponível para isso.
Dos Parzival, descobri primeiro o álbum “Urheimat”, talvez mais acessível e dançável. Fui ao Bandcamp deles e ouvi a discografia toda (outro luxo que não havia no meu tempo, em que a gente comprava o disco ou CD a partir de um único tema que passava na rádio e às vezes enfiava um grande barrete). Os álbuns são muito diferentes entre si. Diria que gosto muito de “Urheimat” e “Casta”, mas dos outros nem por isso. Da mesma maneira, pode haver quem tenha uma opinião rigorosamente contrária à minha.
É precisamente de “Casta” que quero falar, um álbum que me surpreendeu pela mistura de influências: música indiana, electrónica, marcial, épica, e direi mesmo operática, tudo isto numa banda dinamarquesa.
Tenho a perfeita consciência de que “Casta” não é para toda a gente. Mas, ao primeiro acorde, eu soube que era mesmo para mim. A música indiana fascina-me, até aquela dos filmes de Bollywood. “Casta” não é exactamente música dançável (embora possa muito bem ser dançada), mas leva o apreciador numa viagem de inúmeras subtilezas que se combinam surpreendentemente bem, uma delícia para o sentido auditivo.
Aconselho a audição imediata e, já agora, a da restante discografia, incluindo o excelente “Urheimat” (esse, sim, para dançar).



domingo, 14 de março de 2021

A Cat-Shape Hole In My Heart, vários artistas (1999) – requiem pelos ausentes

Um disco de grande beleza pelos nossos amigos felinos ausentes, essas criaturas misteriosas que dignam partilhar connosco as suas vidas efémeras.
O projecto começou quando Sam Rosenthal (fundador de Projekt e Black Tape for a Blue Girl) perdeu a sua gata Vidna devido à leucemia felina e decidiu convidar bandas a integrarem uma compilação que alertasse para essa doença. Os lucros foram, e são ainda, destinados ao Tree House No-Kill Shelter of Chicago, um abrigo para gatos.
Cruzei-me com este disco por acaso (se acreditasse em acasos) quando o encontrei em segunda mão nos anos 2000, ainda na velhinha loja Fata Morgana da avenida Duque de Loulé. Comprei-o logo, mesmo sem conhecer a maioria das bandas. Vinte anos depois, este disco fez-me companhia em alguns dos momentos mais penosos da minha vida: o adeus aos companheiros felinos que estiveram comigo e já não estão. Muitas destas canções fazem-me logo desatar em lágrimas, mas chorar lava a alma.
“A Cat-Shape Hole In My Heart” é um álbum de gótico puro e sublime, um requiem composto por pessoas que passaram pelo mesmo luto destruidor. Um disco obrigatório para góticos que amam gatos. Se ainda não o têm, não imaginam a falta que vos fez.
Não há uma única canção inferior nesta colectânea, mas destaco as minhas preferidas: o desgosto subtil de "Too Far Away" (Area), o comovente "Cayman" (Mira), o devastador "Night and Mourning" (Regenerator), os fantasmagóricos "Galactipus" (Tara Vanflower) e "Felix the Cat" (Collide), o melancólico "In The Snow" com o seu último verso "There’s something that falls apart the instant the light ends" (Dead Leaves Rising), o misterioso "In Dreams Of Mine" (Faith & The Muse).

Há pouco tempo pesquisei e não apenas ainda se encontra à venda o CD em formato físico como agora é possível ouvi-lo e adquiri-lo no Bandcamp do Projekt Records:
projektrecords.bandcamp.com/album/a-cat-shaped-hole-in-my-heart-pay-what-you-wish-1999
Ouçam-no, guardem-no, comprem para os amigos, não emprestem. Um dia vão precisar dele.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

The Garden of Delight / Merciful Nuns: jardim de delícias

Merciful Nuns

Este é um post há muito devido. Há demasiado tempo que The Garden of Delight e a sua posterior encarnação Merciful Nuns me têm feito as delícias sem que deles tenha falado. Mas não vou contornar a batata quente. O profícuo trabalho de ambos os projectos é "derivativo", como se diz agora quando queremos ser simpáticos. Quem não quer ser simpático poderá chamar-lhe "imitação" de Fields of the Nephilim e Sisters of Mercy, mas vamos lá mais devagarinho. Há imitação e há homenagem.
Antes de prosseguir vou relatar uma conversa que tive sobre o assunto, aqui há uns anos, com um daqueles ultra fãs de Sisters of Mercy. Conheci-o porque, eu também, era uma ultra fã de Sisters of Mercy. (Entretanto deixei de ser, mas não vem agora ao caso.) Penso que a conversa até não era sobre os Garden of Delight, salvo erro era sobre os Merry Thoughts, mas a questão é exactamente a mesma. Perguntava-lhe:
"Então, o que pensas destas bandas em que o vocalista faz uma voz tão igual ao Andrew Eldritch que quase não se percebe que não é o próprio?"
Ele: "Imitações. Rip-offs. Não interessam."
Eu: "Não sei... Têm boas canções. O estilo pode não ser original mas as canções não são cópias. E pelo menos assumem que são góticos e não fingem que não são. Porque é que não hei-de gostar de bandas que fazem a música que eu gosto de ouvir?"
Ele: "Estilo gótico!... Mas era só isso, no início, o estilo gótico?"
Aqui fiquei sem palavras porque ele já se referia a toda uma envolvente pós-punk que disse muito às pessoas que a viveram. Já não estávamos a falar de música, estávamos a falar de atitudes, rebeldias, tomadas de consciência, posições políticas e filosóficas. Os anos pós-punk, a adolescência. Não quis entrar nesse debate.

Não sou dada a nostalgias, percebo agora que sou mais velha, e nunca consegui ficar agarrada a meia dúzia de bandas preferidas dos anos 80. Nem me bastava! Musicalmente, sou um vampiro. Preciso sempre de mais, e mais, e mais. E devo dizer, depois de mais de metade da minha vida a ouvir música como um vampiro insaciável, que original nem sempre é bom, e certamente não é tudo. Mais vale não original e bom do que original e mau. Nunca assinei um pacto a prometer que sempre ouviria música original, da mesma forma que também não assinei um pacto com as bandas antigas a prometer que não ouviria bandas novas (originais ou não). Tudo isto para dizer que na minha opinião o original, apesar de sempre promissor e bem vindo, está sobrestimado.
Já não tenho preconceitos com bandas derivativas. Sei do que gosto musicalmente, e não vejo nenhuma razão para não ouvir o que gosto. Também não vejo nenhuma razão para que as bandas não dêem aos ouvintes exactamente a experiência que estes lhes pedem, a musical e a outra. A experiência gótica. E nisso, tanto os Garden of Delight como os Merciful Nuns, ambos projectos alemães da autoria do mesmo mentor Artaud Seth, não decepcionam. Isto é rock gótico, isto continua o estilo que Fields of the Nephilim e Sisters of Mercy iniciaram, isto é o que eu quero ouvir. O conteúdo lírico, inspirado no oculto e no ritualismo, invocando anjos, deuses e demónios, inspirado em Crowley e Lovecraft, e ao mesmo tempo espiritualista, entre a contemplação e a sublimação da morte, também me delicia. (Ouça-se a solução sobrenatural de "In Between Worlds", Merciful Nuns, "she found a way to wander forever in between worlds" e compare-se com "Emma", The Sisters of Mercy*, "to find her lying still and cold and upon my bed", em que a tragédia se esgota na crueza da realidade.) 
Os amantes do sobrenatural vão gostar muito destes prazeres proibidos, tabus, que apenas apelam à alma gótica.

Garden of Delight "The Darkest Hour" 2007

Fica o alerta, quem viu relata que os Merciful Nuns são uma força da natureza ao vivo. Acredito plenamente. Assim me seja dada a oportunidade de testemunhar.



*Pequena adenda: Depois de escrever este post ocorreu-me acrescentar que "Emma" não é um original dos Sisters of Mercy, mas sim dos Hot Chocolate, uma banda soul britânica. Mesmo assim, achei interessante fazer a comparação porque a escolha de uma versão também fala pelo seu intérprete.
(A reboque desta curiosidade, ouvi pela primeira vez o original dos Hot Chocolate, um êxito de 1974. Vale a pena ver o vídeo.)




sábado, 2 de janeiro de 2021

Siglo XX, ilustres desconhecidos


Os Siglo XX são uma banda belga formada em 1978. Uma banda que só descobri graças, mais uma vez, ao festival Extramuralhas do ano passado. Não posso dizer que nunca tinha ouvido falar deles, porque afinal até tenho um tema dos Siglo XX na compilação “Fuck Yeah Goths Mix One” (2010), mas simplesmente não lhes tinha prestado a atenção que merecem. Desde o Extramuralhas 2019, que lhes descreve o género musical como Coldwave, Gothic Rock, Darkwave e Post-Punk, fui finalmente aprofundar a discografia desta excelente banda. E fiquei perplexa de como é que me passaram ao lado este tempo todo. Mas mais vale tarde do que nunca.
Um dos motivos para isto, suspeito, é que a música dos Siglo XX não é exactamente dançável (pode ser, mas é mais para ouvir do que para dançar, no meu gosto pessoal) e passa muito discretamente no meio de outras bandas do mesmo género. Não é banda em que se repare numa disco ou bar, por exemplo, enquanto se conversa com amigos.
Às vezes os temas lembram-me Joy Division, outras Bauhaus, outras ainda Siouxie and The Banshees, e Sisters of Mercy e Nick Cave do início, e até Dead Can Dance do primeiro álbum. Como é que é possível perdê-los?
Os Siglo XX fazem um som subtil e envolvente, com letras fortes e sombrias, que merecia ser mais conhecido. Recomendo que os vão já descobrir se eles também vos passaram ao lado.