EVENTOS
Gravefest
18 e 19 de Março
Caixa Económica Operária, Lisboa
Hauptbahnhof
Sábado 19 de Março, Heavens, Porto
Imagens alerta
Mostrar mensagens com a etiqueta Graveyard Sessions. Mostrar todas as mensagens
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segunda-feira, 14 de março de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Agenda [actualizado]
CONCERTOS
Peter Hook: Unknown Pleasures
Sábado 26 de Fevereiro, Casa da Música, Porto
EVENTOS
The Final Hour
Sexta 25 de Fevereiro, Metropolis, Lisboa
Graveyard Sessions
Sábado 26 de Fevereiro, Caixa Económica Operária, Lisboa
Sorteio de bilhetes para o Gravefest (18 e 19 de Março)
Presença da associação Abismo Humano "com uma Máquina de Poemas e uma Máquina do Caos" (sic).
Workshop Bizarro
Sábado 26 de Fevereiro, 15h-20h, Estúdio Mahtab, Lisboa
Rua Marechal Saldanha, 28
Informação Abismo Humano:
15% desconto "bastando para isso avisar que vieram em nome da Abismo Humano".
Forbidden 80's
Sábado 26 de Fevereiro, Club Noir, Lisboa
Hauptbahnhof
Sábado 26 de Fevereiro, Heavens, Porto
Festa de apresentação da loja Mithos + Concerto La Chanson Noir
Sábado 26 de Fevereiro, Lock, Porto
Loja Mithos
Peter Hook: Unknown Pleasures
Sábado 26 de Fevereiro, Casa da Música, Porto
EVENTOS
The Final Hour
Sexta 25 de Fevereiro, Metropolis, Lisboa
Graveyard Sessions
Sábado 26 de Fevereiro, Caixa Económica Operária, Lisboa
Sorteio de bilhetes para o Gravefest (18 e 19 de Março)
Presença da associação Abismo Humano "com uma Máquina de Poemas e uma Máquina do Caos" (sic).
Workshop Bizarro
Sábado 26 de Fevereiro, 15h-20h, Estúdio Mahtab, Lisboa
Rua Marechal Saldanha, 28
Informação Abismo Humano:
Freakshop, o Workshop Bizarro é uma introduçăo ao freakshow / sideshow, uma série de proezas ou efeitos fora de normal, envolvendo ou năo riscos físicos, apresentados ao publico de modo circense ou adaptados ao performer.Mais informação: www.freakshop.pt.vc
Já imaginaste andar descalço em vidros partidos? Colocar lâminas afiadas na boca? Espetar um prego pelo nariz?
Neste workshop serăo ensinadas essas e outras proezas de modo a serem realizadas com segurança e sem ......dor.
OBJECTIVOS
Com uma abordagem bastante pratica, este workshop tem como objectivos permitir aos participantes obterem conhecimentos básicos sobre algumas proezas ou efeitos bizarros.
No final do workshop, os participantes terăo adquirido conhecimentos e prática base para desenvolverem e realizarem os efeitos e proezas ensinados.
Será entregue um Manual de apoio.
15% desconto "bastando para isso avisar que vieram em nome da Abismo Humano".
Forbidden 80's
Sábado 26 de Fevereiro, Club Noir, Lisboa
Hauptbahnhof
Sábado 26 de Fevereiro, Heavens, Porto
Festa de apresentação da loja Mithos + Concerto La Chanson Noir
Sábado 26 de Fevereiro, Lock, Porto
Loja Mithos
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
The Gravefest : Festival comemorativo dos 5 anos das Graveyard Sessions
Ainda sem imagem de cartaz mas já com algumas bandas confirmadas está o festival Gravefest.
Que melhor forma de festejar cinco anos de existência que com um festival de fim-de-semana (18 e 19/03) na Caixa Económica Operária. O colectivo Graveyard Sessions tem para já confirmadas 5 bandas, a saber: Charles de Goal (FR), Espelho Mau (PT) e Winter Severity Complex (IT), Joy Disaster (FR), Los Carniceros Del Norte (ES) e Phantom Vision (PT).
Mais noticias à medida que apareçam as confirmações de bandas e da organização.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
6ª edição da revista "Abismo Humano" já online
Já pode ser lida aqui a sexta edição da revista Abismo Humano.
Segundo email recebido e site Abismo Humano, a revista em formato papel estará à venda na próxima Graveyard Session, a acontecer na Caixa Económica Operária já no próximo sábado.
Agenda [actualizado]
CONCERTOS
Wovenhand
Terça 7 de Dezembro, Santiago Alquimista, Lisboa
Moonspell
Terça 7 de Dezembro, Teatro Municipal, Guarda
Quinta 9 de Dezembro, Centro de Artes e Espectáculos, Portalegre
Mão Morta
Sábado 11 de Dezembro, Theatro Circo, Braga
EVENTOS
Depeche Mode Party
Sexta 10 de Dezembro, Metropolis, Lisboa
Graveyard Sessions
Sábado 11 de Dezembro, Caixa Económica Operária, Lisboa
Synth.Etics
Sábado 11 de Dezembro, Metropolis, Lisboa
Wovenhand
Terça 7 de Dezembro, Santiago Alquimista, Lisboa
Moonspell
Terça 7 de Dezembro, Teatro Municipal, Guarda
Quinta 9 de Dezembro, Centro de Artes e Espectáculos, Portalegre
Mão Morta
Sábado 11 de Dezembro, Theatro Circo, Braga
EVENTOS
Depeche Mode Party
Sexta 10 de Dezembro, Metropolis, Lisboa
Graveyard Sessions
Sábado 11 de Dezembro, Caixa Económica Operária, Lisboa
Synth.Etics
Sábado 11 de Dezembro, Metropolis, Lisboa
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Agenda [actualizado]
CONCERTOS
Mr. Joe Black
Sexta 15 de Outubro, Cabaret Maxime, Lisboa
EVENTOS
Hauptbahnhof
Sexta 15 de Outubro, Heavens, Porto
Metropolis Night
Convidado especial DJ Slimmy
Sexta 15 de Outubro, Metropolis, Lisboa
Indiegital
Sexta 15 de Outubro, Pitch Club, Porto
Synth.Etics
Sábado 16 de Outubro, Metropolis, Lisboa
Cyberchaos Gothic Night
ESC + Hystakmine
Sábado 16 de Outubro, Beat Club, Leiria
Graveyard Sessions
Sábado 16 de Outubro, Berlin, Lisboa
Mr. Joe Black
Sexta 15 de Outubro, Cabaret Maxime, Lisboa
EVENTOS
Hauptbahnhof
Sexta 15 de Outubro, Heavens, Porto
Metropolis Night
Convidado especial DJ Slimmy
Sexta 15 de Outubro, Metropolis, Lisboa
Indiegital
Sexta 15 de Outubro, Pitch Club, Porto
Synth.Etics
Sábado 16 de Outubro, Metropolis, Lisboa
Cyberchaos Gothic Night
ESC + Hystakmine
Sábado 16 de Outubro, Beat Club, Leiria
Graveyard Sessions
Sábado 16 de Outubro, Berlin, Lisboa
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Agenda [actualizado]
EVENTOS
Bouquet of Dreams
Sexta 24 de Setembro, Parke, Porto
It's time to die
Sexta 24 de Setembro, Heavens, Porto
Graveyard Sessions
Sexta 24 de Setembro, Berlin, Lisboa
The Final Hour
Convidados DJane MadLyn + DJ Bigo (DE)
Sábado 25 de Setembro, Metropolis, Lisboa
Bouquet of Dreams
Sexta 24 de Setembro, Parke, Porto
It's time to die
Sexta 24 de Setembro, Heavens, Porto
Graveyard Sessions
Sexta 24 de Setembro, Berlin, Lisboa
The Final Hour
Convidados DJane MadLyn + DJ Bigo (DE)
Sábado 25 de Setembro, Metropolis, Lisboa
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Agenda [actualizado]
EVENTOS
Anos 80
Quinta 22 de Julho, Seven, Coimbra
Back to the 80's
Sexta 23 de Julho, Metropolis, Lisboa
Bouquet of Dreams
Sexta 23 de Julho, Parke, Porto
Graveyard Sessions: Berlin Night
Sexta 23 de Julho, Berlin, Lisboa
Synergy: Festa 30 anos Depeche Mode
Sexta 23 de Julho, Pitch, Porto
Anos 80
Quinta 22 de Julho, Seven, Coimbra
Back to the 80's
Sexta 23 de Julho, Metropolis, Lisboa
Bouquet of Dreams
Sexta 23 de Julho, Parke, Porto
Graveyard Sessions: Berlin Night
Sexta 23 de Julho, Berlin, Lisboa
Synergy: Festa 30 anos Depeche Mode
Sexta 23 de Julho, Pitch, Porto
segunda-feira, 5 de julho de 2010
"...Tomorrow I'll remember yesterday...", Chameleons Vox ao vivo S.A., Julho 2010
No Sábado dia 3, Lisboa recebeu uma banda que, passados 27 anos e sem metade dos elementos iniciais, deu um excelente concerto. Naquela hora e meia pudemos preencher da melhor maneira as saudades, tanto o publico presente como a banda, aliás, pelo meio, Mark confessa que aquando do concerto no Rock Rendez Vous não quis sair do palco, nas palavras do próprio: “i didn’t want to go home!” - e nós no sábado também não.
Os The Chameleons têm uma sonoridade muito própria: tal como o animal, o camaleão, por vezes incluem uma tonalidade nas suas canções que se aproxima de algumas bandas da vanguarda inglesa dos anos 80, da qual fizeram parte, mas nunca se colam realmente a nada - será talvez isso que os mantém únicos, até hoje.
O concerto começou às onze com Perfume Garden e desde aí não existiram pontos baixos, mesmo o episódio da groupie descontrolada (ao irmão da Helena, se estiveres a ler isto, agradecia que no próximo concerto pudesses ir, que mais não seja para controlares a tua irmã e evitar o primeiro "momento U2" com a entrega do telemóvel ao vocalista) foi resolvido com humor e presença de espírito por Mark, que se manteve irrequieto, bem disposto, comunicativo, com uma postura e voz que ainda se projectam de forma entusiasmada e entusiasmante, revelou-se atento e em perfeita sintonia com tudo o que o rodeava, com uma invulgar noção de espaço: não raras vezes cantou para a parte de trás do palco honrando também quem por lá estava a assistir ao concerto - é assim amigos, há quem vá pagar 80 euros para assistir a concertos 360º, nós por cá, temos o Santiago Alquimista :)
Estes foram alguns dos ingredientes que deixaram o publico absolutamente convencido e rendido a ouvir.
Do alinhamento principal, musicas como Less Than Human, Soul in Isolation e Second Skin fizeram as delícias a nível pessoal, nos dois encores, Up the Down Escalator e Tears foram de facto extraordinárias, Don´t Fall pôs término a um concerto memorável em que a banda fez o publico e o publico fez a banda.
De referir ainda, a homenagem aos Beatles com uns refrões de Get Back no meio de Nostalgia e aos Clash, com um excerto de White Riot.
Em relação ao som, é minha opinião que o Santiago Alquimista não tem uma acústica por aí além e que deverá ser um quebra-cabeças para qualquer técnico de som, confesso que tive algum receio, mas desta vez não se verificou, correu tudo bem - parabéns também ao técnico. À festa Graveyard apenas com um reparo, creio que era dispensável para nós, público, e imagino também para a banda, que a primeira música a ser escutada pós-concerto fosse precisamente uma tocada durante o mesmo…
Quanto às fotografias, tirei poucas e sempre da mesma posição (não tinha por onde me mexer), mas decerto não terão dificuldades em encontrar bons registos fotográficos já aqui ao lado ;).
Os The Chameleons têm uma sonoridade muito própria: tal como o animal, o camaleão, por vezes incluem uma tonalidade nas suas canções que se aproxima de algumas bandas da vanguarda inglesa dos anos 80, da qual fizeram parte, mas nunca se colam realmente a nada - será talvez isso que os mantém únicos, até hoje.
O concerto começou às onze com Perfume Garden e desde aí não existiram pontos baixos, mesmo o episódio da groupie descontrolada (ao irmão da Helena, se estiveres a ler isto, agradecia que no próximo concerto pudesses ir, que mais não seja para controlares a tua irmã e evitar o primeiro "momento U2" com a entrega do telemóvel ao vocalista) foi resolvido com humor e presença de espírito por Mark, que se manteve irrequieto, bem disposto, comunicativo, com uma postura e voz que ainda se projectam de forma entusiasmada e entusiasmante, revelou-se atento e em perfeita sintonia com tudo o que o rodeava, com uma invulgar noção de espaço: não raras vezes cantou para a parte de trás do palco honrando também quem por lá estava a assistir ao concerto - é assim amigos, há quem vá pagar 80 euros para assistir a concertos 360º, nós por cá, temos o Santiago Alquimista :)
Estes foram alguns dos ingredientes que deixaram o publico absolutamente convencido e rendido a ouvir.
Do alinhamento principal, musicas como Less Than Human, Soul in Isolation e Second Skin fizeram as delícias a nível pessoal, nos dois encores, Up the Down Escalator e Tears foram de facto extraordinárias, Don´t Fall pôs término a um concerto memorável em que a banda fez o publico e o publico fez a banda.
De referir ainda, a homenagem aos Beatles com uns refrões de Get Back no meio de Nostalgia e aos Clash, com um excerto de White Riot.
Em relação ao som, é minha opinião que o Santiago Alquimista não tem uma acústica por aí além e que deverá ser um quebra-cabeças para qualquer técnico de som, confesso que tive algum receio, mas desta vez não se verificou, correu tudo bem - parabéns também ao técnico. À festa Graveyard apenas com um reparo, creio que era dispensável para nós, público, e imagino também para a banda, que a primeira música a ser escutada pós-concerto fosse precisamente uma tocada durante o mesmo…
Quanto às fotografias, tirei poucas e sempre da mesma posição (não tinha por onde me mexer), mas decerto não terão dificuldades em encontrar bons registos fotográficos já aqui ao lado ;).
domingo, 4 de julho de 2010
ChameleonsVox
ChameleonsVox
Santiago Alquimista, Lisboa, 3 de Julho
Actuação soberba a registar destes restantes Chameleons no Santiago Alquimista esta noite. Tudo cinco estrelas. Som, atitude, sentido de humor. Momentos altos com "Mad Jack" e "Monkeyland", mas na minha opinião o melhor estava para vir nos (dois!) encores, com "Swamp Thing" e "In Shreds". A mim, só faltou mesmo "Paper Tigers", que acabou por ser a tema que me fez interessar por Chameleons. Tirando esse pequeno lamento pessoal, acho que qualquer fan sairia do concerto satisfeito e com as medidas bem cheias. Eu até nem sou especialmente devota e saí de lá muito mais convencida.
Grande nota para o vocalista Mark Burgess, que vestido de umas discretas calças de ganga pretas e t-shirt também preta (e sem mais adereços senão um vulgaríssimo pendente) impôs logo todo o seu carisma no segundo em que entrou no palco. Eu não o conhecia sequer, nem de cara!, logo não sou suspeita: Grande senhor. Voz impecável após quase trinta anos de carreira: The Chameleons formaram-se em 1981 e actuaram entre nós em 1983, no Rock Rendez Vous, o que Burgess fez questão de recordar: "twenty-seven years!"
Ninguém diria. Parecia um puto.
Os ChameleonsVox são os Chameleons originais Mark Burgess (vocalista) e John Lever (baterista), mais três membros dos Bushart: os guitarristas Steve Foxcroft e Chris Oliver, e o baixista Ray Bowles. Mas não se deu pela diferença.
Agora o público
A nota mais bizarra da noite foi mesmo a estranha mistura de audiência que esteve presente no Santiago Alquimista. Além das caras habituais nas Graveyard Sessions e concertos relacionados, como os também habituais nostálgicos do costume que já não saem excepto para os concertos (e esses também de distinguem logo à distância), existiam igualmente entre o público umas boas dezenas de penetras, que pelo seu comportamento alienado da cena (e da banda, e do som) me fizeram questionar seriamente se aquela gente sabia o que estava a ver ou se pensaram que "Chameleons" era uma cover band de David Bowie. Porque só dessa maneira se pode explicar a presença de tanta gente absolutamente deslocada, ou então poderemos supor que os clientes regulares do Santiago Alquimista (e malta em geral que circula pelos bairros populares à procura de festas dos Santos) está disposta a dar 25 euros para entrar numa festa/concerto de algo que nem sabe o que é. Altamente intrigante, devo confessar. Haverá algum "passe social 30 dias Santiago Alquimista" e ninguém sabe?... Via verde?... Chip?... ;)
É que apanhei alguns dos senhores respeitáveis (e da minha idade) mais interessados em olhar para mim do que para a banda, o que não deixa de ser estranho na medida em que o concerto foi muito melhor do que eu alguma vez fui ou serei boazona, pelo que se deduz que há gente que não sabe o que fazer ao dinheiro.
After-party
Posto isto, havia uma graveyard a seguir, e agora vou ser dura mas vai ter de ser, o Santiago Alquimista parecia naquele fim de concerto já em fim de noite, com uma grande debandada, se calhar por falta de ambiente, ou por falta de cadeiras e mesas (desta vez retiraram-nas mesmo), ou por falta de escuridão (quando é que pensavam apagar as luzes amarelas, e já agora começar a passar música?), e o preço das bebidas também não é convidativo, e tornou-se tudo tão pouco acolhedor que pela primeira vez desde sempre nem sequer fiquei para a graveyard, o que diz muito estando eu já no local.
Preferi mesmo ir para casa e ver a repetição do Argentina/Alemanha, porque pelo menos os alemães vestiram-se de preto. Se é que me percebem... e eu sei que percebem.
Talvez a festa tenha melhorado com o avançar da noite, mas eu não achei motivos para ficar e ver, e era esse pormenor que queria registar.
Ainda uma última nota negativa...
... para o horário dos concertos. Há que começar a ser rigoroso nestas coisas e cumprir os horários. E anunciá-los com exactidão. O começo da festa estava marcado para as 21h30, e só no local se anuncia que o concerto vai começar às 23h. Tendo em conta que muita gente vai aos concertos só por causa dos concertos (por estranho que isso possa parecer a alguns), é uma falta de respeito para com o público que chega à hora... para apanhar seca. Quem quer estar no concerto, e gosta da banda, estará presente à hora marcada. Quem não gosta, ou seja indiferente, que entre a meio, ou que entre depois. Mas cumpra-se o estipulado.
Santiago Alquimista, Lisboa, 3 de Julho
Actuação soberba a registar destes restantes Chameleons no Santiago Alquimista esta noite. Tudo cinco estrelas. Som, atitude, sentido de humor. Momentos altos com "Mad Jack" e "Monkeyland", mas na minha opinião o melhor estava para vir nos (dois!) encores, com "Swamp Thing" e "In Shreds". A mim, só faltou mesmo "Paper Tigers", que acabou por ser a tema que me fez interessar por Chameleons. Tirando esse pequeno lamento pessoal, acho que qualquer fan sairia do concerto satisfeito e com as medidas bem cheias. Eu até nem sou especialmente devota e saí de lá muito mais convencida.
Grande nota para o vocalista Mark Burgess, que vestido de umas discretas calças de ganga pretas e t-shirt também preta (e sem mais adereços senão um vulgaríssimo pendente) impôs logo todo o seu carisma no segundo em que entrou no palco. Eu não o conhecia sequer, nem de cara!, logo não sou suspeita: Grande senhor. Voz impecável após quase trinta anos de carreira: The Chameleons formaram-se em 1981 e actuaram entre nós em 1983, no Rock Rendez Vous, o que Burgess fez questão de recordar: "twenty-seven years!"
Ninguém diria. Parecia um puto.
Os ChameleonsVox são os Chameleons originais Mark Burgess (vocalista) e John Lever (baterista), mais três membros dos Bushart: os guitarristas Steve Foxcroft e Chris Oliver, e o baixista Ray Bowles. Mas não se deu pela diferença.
Agora o público
A nota mais bizarra da noite foi mesmo a estranha mistura de audiência que esteve presente no Santiago Alquimista. Além das caras habituais nas Graveyard Sessions e concertos relacionados, como os também habituais nostálgicos do costume que já não saem excepto para os concertos (e esses também de distinguem logo à distância), existiam igualmente entre o público umas boas dezenas de penetras, que pelo seu comportamento alienado da cena (e da banda, e do som) me fizeram questionar seriamente se aquela gente sabia o que estava a ver ou se pensaram que "Chameleons" era uma cover band de David Bowie. Porque só dessa maneira se pode explicar a presença de tanta gente absolutamente deslocada, ou então poderemos supor que os clientes regulares do Santiago Alquimista (e malta em geral que circula pelos bairros populares à procura de festas dos Santos) está disposta a dar 25 euros para entrar numa festa/concerto de algo que nem sabe o que é. Altamente intrigante, devo confessar. Haverá algum "passe social 30 dias Santiago Alquimista" e ninguém sabe?... Via verde?... Chip?... ;)
É que apanhei alguns dos senhores respeitáveis (e da minha idade) mais interessados em olhar para mim do que para a banda, o que não deixa de ser estranho na medida em que o concerto foi muito melhor do que eu alguma vez fui ou serei boazona, pelo que se deduz que há gente que não sabe o que fazer ao dinheiro.
After-party
Posto isto, havia uma graveyard a seguir, e agora vou ser dura mas vai ter de ser, o Santiago Alquimista parecia naquele fim de concerto já em fim de noite, com uma grande debandada, se calhar por falta de ambiente, ou por falta de cadeiras e mesas (desta vez retiraram-nas mesmo), ou por falta de escuridão (quando é que pensavam apagar as luzes amarelas, e já agora começar a passar música?), e o preço das bebidas também não é convidativo, e tornou-se tudo tão pouco acolhedor que pela primeira vez desde sempre nem sequer fiquei para a graveyard, o que diz muito estando eu já no local.
Preferi mesmo ir para casa e ver a repetição do Argentina/Alemanha, porque pelo menos os alemães vestiram-se de preto. Se é que me percebem... e eu sei que percebem.
Talvez a festa tenha melhorado com o avançar da noite, mas eu não achei motivos para ficar e ver, e era esse pormenor que queria registar.
Ainda uma última nota negativa...
... para o horário dos concertos. Há que começar a ser rigoroso nestas coisas e cumprir os horários. E anunciá-los com exactidão. O começo da festa estava marcado para as 21h30, e só no local se anuncia que o concerto vai começar às 23h. Tendo em conta que muita gente vai aos concertos só por causa dos concertos (por estranho que isso possa parecer a alguns), é uma falta de respeito para com o público que chega à hora... para apanhar seca. Quem quer estar no concerto, e gosta da banda, estará presente à hora marcada. Quem não gosta, ou seja indiferente, que entre a meio, ou que entre depois. Mas cumpra-se o estipulado.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Agenda [actualizado]
CONCERTOS
The Joy of Nature + Plateau Omega
Sexta 2 de Julho, Caixa Económica Operária, Lisboa
The Joy of Nature + Terra Oca
Sábado 3 de Julho, Fábrica do Som, Porto
The Joy of Nature + Plateau Omega
Sexta 2 de Julho, Caixa Económica Operária, Lisboa
The Joy of Nature + Terra Oca
Sábado 3 de Julho, Fábrica do Som, Porto

EVENTOS
Heavens 27º Aniversário
Sexta 2 de Julho, Heavens, Porto
ChameleonsVox Warm-Up Party
Sexta 2 de Julho, Metropolis, Lisboa
ChameleonsVox + Graveyard Sessions
Sábado 3 de Julho, Santiago Alquimista, Lisboa
Apresentaçao do Vagos Open Air: Der Blaue Reiter
Sábado 3 de Julho, V5 Club, Porto
Heavens, programa de sábado
Sábado 3 de Julho, Heavens, Porto
Flashback
Sábado 3 de Julho, Pitch, Porto
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Agenda [actualizado]
EVENTOS
Bouquet of Dreams
Sexta 9 de Abril, Parke, Porto
Neon Nights
Sexta 9 de Abril, Metropolis, Lisboa
4enzics
Sexta 9 de Abril, Studio Bar, Porto
Graveyard Sessions
Sábado 10 de Abril, V5 Bar, Porto
Dark Night
Sábado 10 de Abril, Heavens, Porto
Bouquet of Dreams
Sexta 9 de Abril, Parke, Porto
Neon Nights
Sexta 9 de Abril, Metropolis, Lisboa
4enzics
Sexta 9 de Abril, Studio Bar, Porto
Graveyard Sessions
Sábado 10 de Abril, V5 Bar, Porto
Dark Night
Sábado 10 de Abril, Heavens, Porto
quinta-feira, 18 de março de 2010
Agenda [actualizado]
CONCERTOS
Brendan Perry (vocalista de Dead Can Dance)
Segunda 15 de Março, Theatro Circo, Braga
EVENTOS
Metropolis Night + Bizarra Locomotiva After Party
Sexta 19 Março, Metropolis, Lisboa
Underground Revolutions
Sexta 19 Março, Heavens, Porto
Decades
Sábado 20 de Março, Stop, Porto
Graveyard Sessions
Sábado 20 de Março, Santiago Alquimista, Lisboa
Heavens, programa de sábado
Sábado 20 de Março, Heavens, Porto
Brendan Perry (vocalista de Dead Can Dance)
Segunda 15 de Março, Theatro Circo, Braga
EVENTOS
Metropolis Night + Bizarra Locomotiva After Party
Sexta 19 Março, Metropolis, Lisboa
Underground Revolutions
Sexta 19 Março, Heavens, Porto
Decades
Sábado 20 de Março, Stop, Porto
Graveyard Sessions
Sábado 20 de Março, Santiago Alquimista, Lisboa
Heavens, programa de sábado
Sábado 20 de Março, Heavens, Porto
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Graveyard Sessions nº. 35 - Back From the Dead @ Santiago Alquimista
Passou um ano desde que os deathrockers e góticos de Lisboa dançaram pela última vez por entre as campas. Há que reconhece-lo, durante dois anos de existência o colectivo Graveyard Sessions criou uma reputação enorme entre a comunidade fazendo o que mais ninguém aparentemente consegue, reunir mais de cem góticos no mesmo local durante mais de quatro horas ;).
O colectivo pedia góticos e estes apareceram no Santiago Alquimista em numero suficiente para escurecerem ainda mais uma festa que se pretendia grande, de arromba, afinal é o regresso da melhor festa do género que tenho o prazer de conhecer em Lisboa, nos últimos anos.
Existirão sempre opiniões díspares, de facto parece-me mais ou menos consensual que o fim terá sido um pouco abrupto, que os locais de fumo eram insuficientes e mal localizados (facto que fez com que se acabasse por fumar onde não se devia), mas a grande maioria estava ali pela festa e ainda mais, pelo apoio ao colectivo e pela celebração do regresso.
Fazia parte do “menu” uma exposição colectiva de 3 artistas, dois concertos e a leitura de algum trabalho do José Luís Peixoto pelo próprio, restando por isso pouco tempo para os djs que, sendo cinco, mal tiveram tempo para aquecer, mas fez-se o possível: havia a necessidade de juntar esta gente outra vez num só lugar, e assim foi.
Tendo visitado os links fornecidos na divulgação, havia, não só da minha parte mas também de quem me acompanhava, alguma curiosidade em relação às pinturas da (simplesmente) Cláudia, mas, sendo o mote da exposição uma festa underground e o local escolhido um amplo hall de entrada, os artistas foram tímidos e na montagem colocaram os trabalhos demasiado arrumadinhos a um canto, de tal modo que só à saída dei por eles, no momento em que as fotografias e os desenhos estavam a ser retirados. Na minha opinião, que vale o que vale, esta mostra de arte pedia mais presença, ou mais atitude que extravasasse para além do canto protector onde os três artistas se isolaram.
De volta à festa, porque a noite foi para isso mesmo, os concertos começaram com uns Archetypo 120, formados em Guimarães em 2004 por dois membros dos extintos Restos Mortais de Isabel. Apresentaram-se com menos um membro mas muito bem dispostos, contornando sempre com bom humor as peripécias de ter menos uma pessoa em palco. Durante cerca de uma hora soaram no S.A. músicas de Obsession (álbum gravado em 2007) entre elas Angels Fall e Deception, tiveram tempo ainda para uma homenagem sentida por todos a António Sérgio com uma cover da Say It Again dos Danse Society e para uma “música de Jó”, nada mais que uma, segura, cover de Heart and Soul dos Joy Division. Em resumo no meio da boa disposição mostraram o que de bom têm feito, Nothing to loose e Now ficaram a ecoar durante um bom punhado de tempo nos ouvidos e deixam sobretudo uma vontade de ouvir os trabalhos que se seguirão.
O segundo concerto da noite estava reservado aos portuenses Bal Onirique, que apesar da fama trouxeram a Lisboa um concerto competente mas muito pouco surrealista.
Sabendo já à partida que os músicos eram bons e as músicas a condizer, restava-me a esperança de ver eclodir ao vivo o surrealismo que lhes deu o nome, e que a dança do ventre na música inicial não colmatou. Pareceram-me algo contidos em palco, e de um bom concerto fica uma pequena decepção que não o deixa chegar a excelente. Facto é que desfilaram muitas e boas musicas entre as quais Jadis et Naguèrre inspirado na relação de Rimbaud e Verlaine e Lovers Suicide, no entanto fez-me falta o caos que esperava ter visto.
Após uma breve pausa, eis que José Luís Peixoto chega ao palco para dar uma forma honesta à performance Leitura de Poesia Fúnebre. Podemos sempre alvitrar que, tal como diz a expressão popular, raramente um escritor é um bom declamador da sua obra, e sinceramente concordo, mas de outro modo a coisa não funcionaria, era necessária a humildade e o despojamento que o escritor emana para tudo aquilo fazer sentido e assim foi: por cerca de meia hora as palavras que foram ditas, tocaram mais a uns que outros, mas que tiveram o condão de calar o S.A.
Depois meus caros, depois escassa hora e meia de festa para cinco djs, ouviu-se um pouco de tudo, destacando a contínua influência espanhola no deathrock nos setlists e a presença de clássicos, notando-se o esforço que os djs fizeram para em tão pouco tempo dar uma amostra do que eram/são musicalmente as Graveyards.
As Graveyards são festas de deathrock ou seja têm como base uma influência do punk por isso não será de estranhar o sentimento de defraudamento musical que um gótico pode ter sentido, já eu, como gótico com fortes influências do punk que sou, senti-me em casa.
Foi um bom regresso, espera-se em Março uma festa mais à Graveyard e se possível, não desfazendo do S. A., num outro espaço – Karnart, Caixa Económica Operária?
O colectivo pedia góticos e estes apareceram no Santiago Alquimista em numero suficiente para escurecerem ainda mais uma festa que se pretendia grande, de arromba, afinal é o regresso da melhor festa do género que tenho o prazer de conhecer em Lisboa, nos últimos anos.
Existirão sempre opiniões díspares, de facto parece-me mais ou menos consensual que o fim terá sido um pouco abrupto, que os locais de fumo eram insuficientes e mal localizados (facto que fez com que se acabasse por fumar onde não se devia), mas a grande maioria estava ali pela festa e ainda mais, pelo apoio ao colectivo e pela celebração do regresso.
Fazia parte do “menu” uma exposição colectiva de 3 artistas, dois concertos e a leitura de algum trabalho do José Luís Peixoto pelo próprio, restando por isso pouco tempo para os djs que, sendo cinco, mal tiveram tempo para aquecer, mas fez-se o possível: havia a necessidade de juntar esta gente outra vez num só lugar, e assim foi.
Tendo visitado os links fornecidos na divulgação, havia, não só da minha parte mas também de quem me acompanhava, alguma curiosidade em relação às pinturas da (simplesmente) Cláudia, mas, sendo o mote da exposição uma festa underground e o local escolhido um amplo hall de entrada, os artistas foram tímidos e na montagem colocaram os trabalhos demasiado arrumadinhos a um canto, de tal modo que só à saída dei por eles, no momento em que as fotografias e os desenhos estavam a ser retirados. Na minha opinião, que vale o que vale, esta mostra de arte pedia mais presença, ou mais atitude que extravasasse para além do canto protector onde os três artistas se isolaram.
De volta à festa, porque a noite foi para isso mesmo, os concertos começaram com uns Archetypo 120, formados em Guimarães em 2004 por dois membros dos extintos Restos Mortais de Isabel. Apresentaram-se com menos um membro mas muito bem dispostos, contornando sempre com bom humor as peripécias de ter menos uma pessoa em palco. Durante cerca de uma hora soaram no S.A. músicas de Obsession (álbum gravado em 2007) entre elas Angels Fall e Deception, tiveram tempo ainda para uma homenagem sentida por todos a António Sérgio com uma cover da Say It Again dos Danse Society e para uma “música de Jó”, nada mais que uma, segura, cover de Heart and Soul dos Joy Division. Em resumo no meio da boa disposição mostraram o que de bom têm feito, Nothing to loose e Now ficaram a ecoar durante um bom punhado de tempo nos ouvidos e deixam sobretudo uma vontade de ouvir os trabalhos que se seguirão.
O segundo concerto da noite estava reservado aos portuenses Bal Onirique, que apesar da fama trouxeram a Lisboa um concerto competente mas muito pouco surrealista.
Sabendo já à partida que os músicos eram bons e as músicas a condizer, restava-me a esperança de ver eclodir ao vivo o surrealismo que lhes deu o nome, e que a dança do ventre na música inicial não colmatou. Pareceram-me algo contidos em palco, e de um bom concerto fica uma pequena decepção que não o deixa chegar a excelente. Facto é que desfilaram muitas e boas musicas entre as quais Jadis et Naguèrre inspirado na relação de Rimbaud e Verlaine e Lovers Suicide, no entanto fez-me falta o caos que esperava ter visto.
Após uma breve pausa, eis que José Luís Peixoto chega ao palco para dar uma forma honesta à performance Leitura de Poesia Fúnebre. Podemos sempre alvitrar que, tal como diz a expressão popular, raramente um escritor é um bom declamador da sua obra, e sinceramente concordo, mas de outro modo a coisa não funcionaria, era necessária a humildade e o despojamento que o escritor emana para tudo aquilo fazer sentido e assim foi: por cerca de meia hora as palavras que foram ditas, tocaram mais a uns que outros, mas que tiveram o condão de calar o S.A.
Depois meus caros, depois escassa hora e meia de festa para cinco djs, ouviu-se um pouco de tudo, destacando a contínua influência espanhola no deathrock nos setlists e a presença de clássicos, notando-se o esforço que os djs fizeram para em tão pouco tempo dar uma amostra do que eram/são musicalmente as Graveyards.
As Graveyards são festas de deathrock ou seja têm como base uma influência do punk por isso não será de estranhar o sentimento de defraudamento musical que um gótico pode ter sentido, já eu, como gótico com fortes influências do punk que sou, senti-me em casa.
Foi um bom regresso, espera-se em Março uma festa mais à Graveyard e se possível, não desfazendo do S. A., num outro espaço – Karnart, Caixa Económica Operária?
As fotos como sempre são do escriba ;)
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Agenda [actualizado]
CONCERTOS
Moonspell + Bizarra Locomotiva
Sábado 23 de Janeiro, FIL, Lisboa
EVENTOS
Tributo a The Cure
Sexta 22 de Janeiro, Metropolis, Lisboa
Heavens, programa de sexta
Sexta 22 de Janeiro, Heavens, Porto
Graveyard Sessions + Bal Onirique e Archétypo 120
Sábado 23 de Janeiro, Santiago Alquimista, Lisboa
Bizarra Locomotiva + Moonspell After Party
Sábado 23 de Janeiro, Metropolis, Lisboa
Heavens, programa de sábado
Sábado 23 de Janeiro, Heavens, Porto
Moonspell + Bizarra Locomotiva
Sábado 23 de Janeiro, FIL, Lisboa
EVENTOS
Tributo a The Cure
Sexta 22 de Janeiro, Metropolis, Lisboa
Heavens, programa de sexta
Sexta 22 de Janeiro, Heavens, Porto
Graveyard Sessions + Bal Onirique e Archétypo 120
Sábado 23 de Janeiro, Santiago Alquimista, Lisboa
Bizarra Locomotiva + Moonspell After Party
Sábado 23 de Janeiro, Metropolis, Lisboa
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Sábado 23 de Janeiro, Heavens, Porto
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