quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Agenda [actualizado versão 2]

CONCERTOS

Peter Murphy
Sexta 30 de Outubro, Centro Cultural, Ílhavo

Peter Murphy
Sábado 31 de Outubro, Aula Magna, Lisboa

Peter Murphy
Domingo 1 de Novembro, Casa da Música, Porto




EVENTOS

Bouquet of Dreams
Sexta 30 de Outubro, Parke, Porto




Metropolis 79-89 Compilation Release Party
Sexta 30 de Outubro, Metropolis, Lisboa




Industrial Madness
Sexta 30 de Outubro, Heavens, Porto




Halloween Night: convidado especial DJ Ronny (Clan of Xymox)
Sábado 31 de Outubro, Metropolis, Lisboa




Soundfactory Halloween Night
Sábado 31 de Outubro, Pitch, Porto




Noite de Halloween
Sábado 31 de Outubro, Heavens, Porto


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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Agenda

CONCERTOS

pg.lost
Segunda 19 de Outubro, Transmission, Lisboa




Dazkarieh
Sábado 24 de Outubro, Centro Cultural, Caldas da Rainha


EVENTOS

The Final Hour
Sábado 24 de Outubro, Metropolis, Lisboa


Nightmare Before Halloween
Sábado 24 de Outubro, Riscas Bar, Porto


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sábado, 17 de outubro de 2009

"O Historiador" ("The Historian") por Elizabeth Kostova





Vlad Drakul, o Empalador, príncipe da Valáquia (retrato)


Não, eu não acredito que se nos dias de hoje Vlad Drakul fosse vivo, ou morto-vivo, que é a mesma coisa, se tornasse num estudioso rato de biblioteca. Custa-me até conceber como pode alguém ter tal ideia, excepto se a autora andou a ler Anne Rice e confundiu Drácula com o vampiro Marius, esse sim, um coleccionador, um historiador, um erudito. Mas o vampiro Marius era um civilizado e educado cidadão do Império Romano, não um sociopata que ficou infame para a História sob o nome de o Empalador. Tamanha mudança de personalidade, não obstante os 500 anos do vampiro, ou nunca aconteceria ou teria de ser muito bem explicadinha - e nisto a autora não convence o leitor familiarizado com a carreira do sociopático príncipe da Valáquia, ao lado do qual, devido à sua desumana crueldade, o próprio Hitler nem parece um mau rapaz.
Posto isto, que de alguma forma destruiu a verosimilhança da personagem e estragou o usufruto da história, este livro tem momentos muito interessantes, nomeadamente a forma como a personagem principal se vai apercebendo do percurso pessoal do seu pai, bem como de outros historiadores envolvidos na perseguição a Drácula... e o fim que estes tiveram. Quem se interessar por História encontra aqui uma grande oportunidade de aprofundar os seus conhecimentos sobre o Império Otomano, os inimigos de Drácula e invasores de Constantinopla (de que não se fala no Ocidente de acordo com a sua importância, e que se revela no momento político mundial uma boa fonte de compreensão para entender os conflitos que ainda hoje existem com o Islão).
Outra das características deste livro são as muitas viagens dos personagens (e as inescapáveis descrições que estes fazem delas), que nos leva a desejar que o livro seja brevemente posto em filme... para ver as paisagens!, o que da minha parte é possivelmente a pior crítica que posso dirigir a um livro. Um bom livro, com ou sem descrições, não precisa de um filme que o ilustre. Este, infelizmente, precisa, apesar das descrições palavrosas que me deixaram exactamente na mesma: passa lá para a acção e larga a foto para os directores artísticos.
Por falar em acção, quando a história se afasta da comovente relação entre o pai e a sua filha, e se aventura por arrebates de adaga e pistola, o resultado é fraco, no pior sentido do hollywoodesco, e nota-se ali que houve uma piscadela de olho ao ensaio de um argumento... e não de um livro, o que mais uma vez não é abonatório para o livro.
Não quero aqui revelar o fim, porque é sempre indecente fazê-lo, mas não posso deixar de acrescentar que também este me pareceu hollywoodesco, um fim feliz e "inócuo" . -- Lá está, não posso justificar para além disto de modo a não prejudicar futuros leitores! -- Posso no entanto garantir o seguinte: o livro promete muito mais do que oferece, e teria ganho bastante em abandonar os clichés e enterrar-se, tão subtilmente como começou, num final sombrio, soturno, um final como o som oco do fechar de uma tampa de caixão.
Apesar das críticas que tenho a apontar, a nota é positiva, e este é sem sombra de dúvidas um bom livro (não tão bom como as críticas o anunciam, mas um bom livro) que interessará a todos os amantes de vampiros e de Drácula em particular. Pena que a autora não tivesse conseguido transformá-lo, apesar da tentativa de sair do estereotipo, numa personagem "real", de "carne e osso", ficando-se pelo limitado "monstro" a duas dimensões que nunca chega a convencer o leitor treinado.



Original em Gotika

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Agenda [actualizado]

CONCERTOS

pg.lost
Sábado 17 de Outubro, Festival da Juventude, Braga
Domingo 18 de Outubro, Teatro Passos Manuel, Porto
Segunda 19 de Outubro, Transmission, Lisboa




EVENTOS

Tributo a Xutos & Pontapés
Sexta 16 de Outubro, Metropolis, Lisboa




Next stop in hell
Sexta 16 de Outubro, Heavens, Porto




Synth.Etics
Sábado 17 de Outubro, Metropolis, Lisboa




Nocturnal Therapy
Sábado 17 de Outubro, Heavens, Porto




Club Underworld
Sábado 17 de Outubro, Pitch, Porto




Kaotic Visions
Sábado 17 de Outubro, Riscas Bar, Porto


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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Agenda [actualizado]

CONCERTOS

Caspian + Katabatic
Quarta 7 de Outubro, Transmission, Lisboa




Cock Robin
Sexta 9 de Outubro, Coliseu, Lisboa


Aspen + Löbo + Alice in Wonderland Syndrome
Sexta 9 de Outubro, Via Latina, Coimbra


The Allstar Project + Katabatic + La Flag
Sábado 10 de Outubro, Via Latina, Coimbra


Vigilante + FGFC820
Sábado 10 de Outubro, Pin Up, Porto




Moonspell
Domingo 11 de Outubro, Hard Rock Café, Lisboa


EVENTOS

Planeta Pop
Sexta 9 de Outubro, Metropolis, Lisboa




Flashback
Sábado 10 de Outubro, Pitch Club, Porto




Vigilante / FGFC820 after party
Sábado 10 de Outubro, Heavens, Porto




4enzics
Sábado 10 de Outubro, Riscas Bar, Porto


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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Lock The Target - 02-10-2009 - Ezylohm_tek, Lokomotiv, Attrition


Urgia a necessidade de escolher um dia do festival Lock The Target, aproveitando o fim-de-semana que se avizinhava no Porto. Tendo em conta a vertente “Industrial/electrónica/Gótica(??)” do cartaz cabia-me a árdua tarefa de escolher dos três dias aquele que para o meu gosto seria o menos mau e foi aí que Attrition me soou a música angelical no meio da restante tortura auditiva.

Tanto quanto possível, tentarei deixar os gostos pessoais de fora ao fazer esta critica, mas não espere o leitor uma total isenção até porque criticas isentas são uma utopia…


Dois de Outubro: primeiro dia do festival. Pelo que tinha ouvido das bandas no myspace o cartaz deixava-me curioso, principalmente pelos portugueses In[Perfection], senhores de um EBM interessante em estúdio e pelo duo Inglês, Attrition, cuja junção de elementos clássicos e electrónicos resulta tão bem …


Ora, um fim de semana fora é sinónimo de uns dias sem andar pelas páginas de Internet do costume e isso revelou-se um erro enorme neste. Ao chegar à bilheteira do concerto no Maus Hábitos, e depois de uma tentativa gorada de assassinato pelas portas do elevador (descobri que há um síndrome do Martim Moniz e comecei a sofrer dele…), fui informado pelo simpático e competente senhor que me vendeu as entradas que o cartaz tinha sofrido uma alteração de ultima hora e que mais tarde vim a descobrir ser apenas uma, mas duas: os In[Perfection] tinham passado para o alinhamento de Sábado sendo trocados por um tal Ezylohm_tek, que por sua vez, teve que se chegar à frente após a saída de cartaz de Tactical System.


Após estas peripécias e com o atraso que infelizmente os nossos eventos nos habituam aproveitei para conhecer o espaço, beber uma imperial no pátio interior e fumar uns cigarritos. O espaço é agradável, como associação cultural que é tem um bar amplo, o tal pátio (refugio dos fumadores), várias áreas de exposições e uma sala de eventos ao vivo. São 23h35 quando entro na sala já com o Ezylohm_Tek no palco… entrei e ainda demorei uns segundos para me aperceber se estaria alguém a fazer algum tipo de ensaio ao som ou se era mesmo já um concerto – tal como referi no inicio não sou fã de musica electrónica muito menos deste industrial que hoje se ouve, mas não percebo um concerto em que o artista está praticamente imóvel atrás de um portátil – que me perdoe o Sr. que, sei hoje, teve que se atirar para a fogueira à ultima da hora. Como a musica não me agradava (a espaços fez-me lembrar anúncios a cds de tunning) e o “músico” não estimulava, a visão de uma mesa vazia ao pé da janela teve mais encanto e sentado permaneci o resto do primeiro concerto, à semelhança de quase todos os presentes na sala.


A entrada do duo Lokomotiv em palco foi festiva e desde logo se percebeu que jogavam em casa, durante todo o concerto as “bocas” entre o público e a banda revelaram cumplicidades. O concerto revelou, aos meus ouvidos, uma banda agressiva e pouco melódica, honestos e coerentes – “o que escutas em casa é o que vês ao vivo”. Foi a interacção atrás referida que me fez levantar por uns momentos da cadeira para ver melhor a actuação de Nelson e Alex, o concerto começou com um cheiro a NIN, aliás referido e muito bem pela minha companhia, “Animal” (será este o nome da música?) abriu as hostilidades com alguma qualidade que forçosamente foi decaindo porque para quem não gosta, este tipo de musica acaba por ser cansativo e repetitivo. Mas isto não é uma crítica musical e o que é certo, é que o público do inicio ao fim esteve com a banda, dançou e gostou, já eu, lá para o meio já bocejava e questionava que raio seriam aqueles focos que se viam da janela.


E chega a hora dos Attrition… Sin, que já andava para trás e para a frente desde que chegamos ao espaço, manteve o vaivém até ao minuto em que subiu ao palco. As expectativas eram altas e mais altas ficaram após as duas desilusões, pessoais. Cabia-lhes a terrível tarefa de me fazer esquecer tudo o que havia passado até então, e penso que em parte, terá sido isso que os prejudicou, tanto na minha avaliação como na sua prestação – não consigo tirar da cabeça a ideia que se sentiram perdidos e provavelmente ligeiramente alterados: é que desde o concerto de CD1334 na Caixa, que me apercebi que ingleses e vinho tinto não combinam, depois do concerto está bem, mas antes é um risco enorme…


Competentes, ao vivo soam mais crus, a componente electrónica sobressai, a meu ver demasiado, o que faz com que a (boa) voz de Sin (que em disco permite uma ligação ambiental e quase neo-clássica) pareça colada com cuspo.

As músicas ao vivo, pelos factos referidos anteriormente, acabam por ganhar outra dimensão sempre que a voz de Martin Bowes aparece. De certa forma, a sua voz dá-lhes uma componente mais teatral, já que actua como contrapeso à voz de Sin e nela encontra o complemento que a parte instrumental ao vivo não lhe consegue dar.

Martin é um performer, é teatral e isso notou-se ao longo do concerto: sempre de incenso na mão – Sin tentou o mesmo com uma garrafa de vinho, mas sem igual sucesso. O seu lado performativo continua mesmo quando o erro surge e a folha A4 com a letra precisa sair do bolso – esta é incorporada como mais um elemento do concerto, rasgando-a aos poucos durante a música e lançando os pequenos pedaços para o público. Martin fez, inteligentemente, o que Sin não conseguiu quando na última música da noite também ela se esqueceu da letra: assumir o erro e inclui-lo na sua prestação de modo a não fazer mossa. Em resumo, embora longe do brilhantismo que oferecem em disco, os Attrition mesmo que dessem o concerto deitados seriam de longe o melhor da noite.



Os concertos, a falta de tabaco e de dinheiro para mais cerveja, não permitiram que o escriba e sua companhia permanecessem para a “after party” com os Djs Yggdrasil e Djane Infekt[ion].


As fotografias, como é hábito, foram tiradas com um telemóvel e a qualidade é… duvidável.

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Agenda [actualizado]

EVENTOS

Goth'n'Rock
Quarta 1 de Outubro, Rendez Vous, Porto




Lock the Target 2009
2, 3 e 4 de Outubro, Porto





Heavens, programa de sexta
Sexta 2 de Outubro, Heavens, Porto




Back To The 80’s
Sábado 3 de Outubro, Metropolis, Lisboa




Silence, the devil is here
Sábado 3 de Outubro, Heavens, Porto




Nocturnal Therapy
Domingo 4 de Outubro, Heavens, Porto


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Como engatar góticas boas



Momento de humor aqui.

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