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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Diamanda Galás, 16/04/2011, Teatro José Lucio da silva, Leiria


Pouco mais basta que atitude, voz e um piano para fazer render uma audiência:



Diamanda Galás, sábado, no teatro José Lúcio da Silva em Leiria, "espancou" vocalmente, sem demonstrar remorsos, todos aqueles que marcaram presença. Demonstrou o seu mau feitio ao expulsar os fotógrafos que faziam o seu trabalho junto ao palco, mas também demonstrou subtilezas e um poder vocal que embora sobejamente conhecido não deixa nunca de espantar. Diamanda é uma diva e só a estas é possível surpreender mesmo quando já se viu e reviu, apesar de se ter mantido fiel ao mesmo registo ao longo destes anos, ainda assim os olhos teimam em não a largar e os ouvidos em a ouvir.

Com uma carreira construída de trabalhos que versam atrocidades, homenageiam desfavorecidos e sem pudor denunciam injustiças, tivemos o prazer de assistir no sábado a uma homenagem aos refugiados. "The Refugee" toca lamentos e exulta as lutas nem sempre justas daqueles que exilados ainda gritam, no meio do alinhamento reconheci a peça "Lament for Marmara" e "Amesterdam" de Brell, não sei que mais ouvi, mas sei que ouvi e que não consegui tirar os olhos das costas da Diva a não ser quando lhe olhava para as mãos que, ora tocando delicadamente as teclas ora espancando-as como se fossem as culpadas de todas as injustiças, elevaram-me para um plano onde nada mais existe.



Uma última palavra para o som, absolutamente excepcional, a acústica do teatro já reconhecida noutros eventos, o ambiente cénico, simples mas com um efeito demolidor, e, sem dúvida, os técnicos e organização que ajudaram a tornar este concerto numa experiência inesquecível.



As fotografias foram tiradas com telemóvel pela isabel e têm a qualidade possível.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Diamanda Galás no CCB

No dia 21 de Novembro pelas 21horas o grande auditório do CCB abrirá as portas ao espectáculo “Guilty, Guilty, Guilty” de Diamanda Galás.

“As capacidades performativas aliadas à portentosa voz de Diamanda Galás transformam as suas apresentações em palco numa experiência extra-sensorial. É talvez por essa razão que alguns dos seus álbuns mais aclamados se apresentem em formato ao vivo. Plague Mass, Malediction & Prayer e os mais recentes La Serpenta Canta e Defixiones: Will and Testament, Orders from the Dead ajudaram a fazer chegar ao público que nunca teve o privilégio de ver um concerto seu a excelência da artista norte-americana.
Três anos após as últimas edições discográficas, Galás aventura-se por um repertório que apresenta, entre outros temas, versões de canções celebrizadas por Johnny Cash, Frank Sinatra e Edith Piaf. Guilty Guilty Guilty é o nome desta nova experiência que não deixa de parte composições originais da artista, sempre vagueando entre trágicas canções de amor homicida e de morte.
Diamanda Galás aprendeu cedo a tocar piano clássico. O gosto pela música levou-a a completar o curso de artes visuais e musicais na Universidade da Califórnia. Em 1979 estreou-se com o papel principal na ópera Un Jour Comme un Autre no Festival d Avignon (França). Três anos depois editava Litanies of Satan, o seu álbum de estreia e um exercício dramático no qual a sua amplitude vocal dava corpo à obra homónima de Charles Baudelaire.
Com uma consciência socio-política apurada, Galás aposta em obras polémicas, poéticas mas complexas e interventivas. Compõe e canta em diversas línguas (latim, grego, arménio, castelhano, hebraico, francês e inglês) com influências vindas de áreas tão distintas quanto o jazz, a ópera e os blues. Em Vena Cava vagueou entre exercícios de spoken word e cânticos a capella e em The Sporting Life, com a ajuda de John Paul Jones (Led Zeppelin) aproximou-se do universo pop/rock. Editados em simultâneo no final de 2003, os álbuns duplos La Serpenta Canta e Defixiones: Will and Testament são os mais recentes registos discográficos de Galás, que se prepara para apresentar um novo disco em 2007.”