quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Agenda [actualizado]

CONCERTOS

La Chanson Noire
Sexta 26 de Fevereiro, Bar Arcaz Velho, Stª Apolónia, Lisboa


Jill Tracy
Sábado 27 de Fevereiro, Centro Cultural Vila Flor, Guimarães


EVENTOS

The Final Hour
Sábado 27 de Fevereiro, Metropolis, Lisboa



Heavens, programa de sábado
Sábado 27 de Fevereiro, Heavens, Porto



4enzics
Sábado 27 de Fevereiro, Riscas Bar, Porto

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Agenda [actualizado]

CONCERTOS

Lydia Lunch & Big Sexy Noise
Quinta 18 de Fevereiro, Teatro Aveirense, Aveiro
Sábado 20 de Fevereiro, Galeria Zé dos Bois, Lisboa


EVENTOS

Metropolis Mascarade Ball
Convidados especiais: Tilo Wolff (Lacrimosa) e Eric Burton (Catastrophe Ballet)
Segunda 15 de Fevereiro, Metropolis, Lisboa



Dark Carnival
Segunda 15 de Fevereiro, Heavens, Porto



Decades
Sexta 19 de Fevereiro, Riscas Bar, Porto



All Tomorrow’s Parties
Sexta 19 de Fevereiro, Metropolis, Lisboa



Heavens, programa de sexta
Sexta 19 de Fevereiro, Heavens, Porto



Depeche Mode party
Sábado 20 de Fevereiro, Metropolis, Lisboa



Lolita's Night
Sábado 20 de Fevereiro, Heavens, Porto

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Abismo Humano lança 3ª edição

Já está disponível a terceira edição da revista/projecto Abismo Humano, cujo link permanente se encontra ali à esquerda, na secção Arte.


A terceira edição de Abismo Humano pode ser vista aqui.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Agenda [actualizado]

EVENTOS

Bouquet of Dreams
Sexta 12 de Fevereiro, Parke, Porto



The Nightmare Before Carnival
Sexta 12 de Fevereiro, Heavens, Porto



Synth.Etics
Convidado especial Dj ERK AICRAG (Hocico)
Sábado 13 de Fevereiro, Metropolis, Lisboa



Heavens, programa de sábado
Sábado 13 de Fevereiro, Heavens, Porto



Metropolis Mascarade Ball
Convidados especiais: Tilo Wolff (Lacrimosa) e Eric Burton (Catastrophe Ballet)
Segunda 15 de Fevereiro, Metropolis, Lisboa



Dark Carnival
Segunda 15 de Fevereiro, Heavens, Porto

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Fields of The Nephilim - Coliseu do Porto

A minha ansiedade por ver, finalmente, Fields of the Nephilim não me toldou o juízo perante uma actuação tão pobre. Se a principio o nome Bizarra Locomotiva para primeira parte me pareceu estranho, no fim da noite já não encontrei estranheza alguma na escolha, primeiro, porque estes evoluíram bastante musicalmente e segundo, porque os Fields que se apresentaram em palco, trouxeram muito mais rock que gótico(?), acabando assim por estas duas bandas não soarem muito distantes uma da outra.

Como foi referido, a primeira parte esteve a cargo de uns Bizarra Locomotiva com álbum novo debaixo do braço, a distribuir energia por meio coliseu, mostrando a quem, ainda, não os conhece, o que é Industrial.

E foi a esse meio coliseu do Porto, aquecido pelos Bizarra Locomotiva, que o Nephilim e os seus Fields se apresentaram secos e sem a magia que seria expectável a quem se habituou a ouvir os álbuns de estúdio (falta dos manos Wright?) – a banda limitou-se a regurgitar músicas de Mourning Sun intercaladas com trabalhos mais antigos.

Não senti em tempo algum o “coração parar” sob a vista do Nephilim McCoy em palco, nem quando Moonchild soou, nem mesmo no único encore que, apesar de ter melhorado significativamente o concerto, não me apagou da memória o resto da noite, e não elevou a positivo a prestação da banda. Triste pelo que vi e ouvi, dei por mim a pedir silenciosamente para que não houvesse um segundo encore.

Pela primeira vez em 21 anos de concertos digo que preferia ter deixado os Fields “At the gates of silent memory” para, assim, poder continuar a ilusão de que ainda existe rock gótico.

Por estas razões esta crítica é necessáriamente curta e amargurada.
Fotografias? Procurem-nas pelos portais e outros fóruns – apaguei todas as que tirei.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Vampiros à portuguesa: TVI papa SIC e cospe-lhe os ossinhos

"Destino Imortal" (não arranjei foto melhor)



Não tive oportunidade de ver a estreia dos episódios de "Destino Imortal" (TVI) e de "Lua Vermelha" (SIC), mas gravei-os e assisti com todo o interesse. "Destino Imortal" estreou antes, e ouvi críticas desfavoráveis, pelo que preferi experimentar primeiro a tal "Lua Vermelha". O momento era de emoção. Pela primeira vez na vida ia "ver e ouvir" vampiros portugueses, em Portugal, a falar português. Não estava à espera de uma série de adolescentes. Nunca gostei de séries de adolescentes, nem quando eu era adolescente, e não é agora que me vou dar ao trabalho de ver aquela seca. Se lá havia vampiros, não os vi, e perdoem-me a ironia, pelo fim do primeiro episódio já era para se ver um vestígiozinho da história, não? Havia para lá uns putos betos vestidos de preto (era mais cinzento) com ares de qualquer coisa, mas de vampiros muito pouco. Fiquei com a sensação de que a SIC também queria fazer um "Morangos com Açucar", e ao saber que a TVI ia avançar com vampiros decidiu optar pela "rica fórmula" (a que os media portugueses chamam "sinergia" para não admitirem que o seu nome é "bosta") do "dois em um" (colégio de adolescentes + vampiros), mas fez uns "Morangos sem Sangue" que não interessam ao menino Jesus. Vou ver mais um ou dois episódios, por curiosidade, e se continuar assim fecho a torneira da paciência.

-- Depois de escrever estas linhas tentei ver o segundo episódio. Não consegui chegar ao fim. Apaguei naquela parte em que o "s'tor" fala de ligas metálicas. Como já disse, nem nas alturas do meu liceu suportava ver outros liceus! Fechou a torneira. Intragável. --

Admira-me que a SIC tenha decidido dar isto às 21h, quando a TVI arranca com "Destino Imortal" às 6 da tarde. A série da SIC é tão para criancinhas que bem podia passar às 10 da manhã, na programação infantil. "Destino Imortal" sofreu críticas, de gente bem habituada a vampiros "a sério", mas certamente que ainda não tinham visto "Lua Vermelha". Depois de "Lua Vermelha" até "Destino Imortal" parece uma grande produção!
Diga-se a verdade, as expectativas eram baixas (mas tão baixas, tão baixinhas!) que fiquei agradavelmente surpreendida. Não é grande elogio, bem sei, e ser-se "razoável" porque a concorrência é "medíocre" não é nada de jeito. Não sei até que ponto o argumento é copiado (dizem-me que sim), mas como produção nacional (não inovadora, simplesmente "decalcada") a coisa não ficou má de todo. Direi mesmo que está bem adaptada à realidade nacional, o que nem sempre é bom mas aqui até resulta, com aquela cena da camponesa aos gritos e as ovelhas a fugir cobertas de sangue, ou os GNRs a encontrar corpos degolados em Sintra. Até o barzinho e os gótico-metaleiros que os frequentam não são completamente mal apanhados. Foi engraçado ver um pseudo ritual satânico. À hora que passou deve ter chocado algumas famílias. (Hihihi!) Rogério Samora no papel de vampiro fez-me lembrar António Banderas interpretando "Armand" (embora muito mais velho) e tudo o que recorde o vampiro "Armand" é de aproveitar. Justiça lhe seja feita, a série pretende ser inteligente, não é como a vampira Valentina de quem o pai/criador (?) diz abertamente "tens 200 anos mas continuas uma burra". Conheço gente assim, sim senhor. Bem apontado. As próprias aulas universitárias de mitologia e história medieval são interessantes, e bastante invulgares de ouvir em português - e bem podiam fazer uma série SÓ com elas. Tenho a certeza que a maior parte das pessoas que viram aquilo nunca tinham ouvido falar de Lilith. Talvez aprendam qualquer coisa e não fiquem burras toda a vida.
Em suma, é uma série que se vê (o râguebi é que era de evitar -- aliás, o que é que se passa com ambas as séries e o râguebi, é alguma coisa do "Twilight"?...), e uma série "que se vê" já é alguma coisa como primeira tentativa no género. "Destino Imortal" não vai longe, não senhor, mas talvez abra a porta para algo de realmente inovador.
A nossa produção artística no campo da ficção sobrenatural, em geral, quer na literatura, na televisão ou no cinema, é de uma pobreza miserável. Gostava de ver as coisas mudarem. Primeiros passos, como "Destino Imortal", na TV, ou "Coisa Ruim, no cinema, podem ser o princípio da mudança. Espectadores não faltam, e bem se encharcam de produção internacional. Porque não produção nacional, se esta for de qualidade? A qualidade é a única coisa que falta.

-- Depois de escrever estas linhas vi também o segundo episódio de "Destino Imortal". Afinal a coisa foi bem mais longe do que eu pensava. As interpretações melhoraram, os diálogos são elevados. Sim senhor, convenceram-me! Parabéns!



Original in Gotika

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Caspian "Tertia" (2009)

Para não dizerem que nunca ouço música nova... Não é bem verdade que não ouça, a verdade é que ouço e não gosto, e sou bastante impermeável a novas influências, o que ainda diz melhor deste álbum dos Caspian porque estou a escrever precisamente para incentivar uma audição.
Os Caspian são uma banda americana de post-rock. Confesso que até virem a Portugal, em Outubro do ano passado, nunca tinha ouvido falar, nem deles nem sequer de post-rock. Por curiosidade, visitei a página e gostei do que ouvi. Gostei mas não me convenci. Desde Outubro que ando a "digerir" o álbum "Tertia", sempre de pé atrás, até que finalmente entrou. Estranha-se mas entranha-se. Desde aí tenho ouvido muitas bandas semelhantes mas nenhuma com este toque de melancolia, como por exemplo no início de "The Raven", ou com a beleza contida de "Of Foam and Wave". Não ajuda ser uma banda simplesmente instrumental, pelo menos aos meus ouvidos sintonizados para a necessidade de uma voz. Talvez demore a entrar, (e talvez a princípio pareça tudo igual, como me pareceu a mim) mas aconselho vivamente a tentativa a quem gosta das nossas sonoridades. Vale a pena o esforço. E vale a pena ficar atento a esta banda.

Alguma informação na Last FM

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Agenda [actualizado]

CONCERTOS

Fields of the Nephilim
Sábado 6 de Fevereiro, Coliseu, Porto


Tindersticks
Quarta 3 de Fevereiro, Centro Cultural e de Congressos, Caldas da Rainha
Quinta 4 de Fevereiro, Centro Cultural Vila Flor, Guimarães
Sexta 5 de Fevereiro, Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra
Sábado 6 de Fevereiro, Teatro Municipal da Guarda, Guarda
Domingo 7 de Fevereiro, Cine Teatro de Estarreja, Estarreja


EVENTOS

Neon Nights
Sexta 5 de Fevereiro, Metropolis, Lisboa



Oporto Decay
Lançamento edição nº 5 da fanzine Oporto Decay
Sexta 5 de Fevereiro, Espaço 77, Porto



Fields of the Nephilim after party
Sábado 6 de Fevereiro, Heavens, Porto



Fields of the Nephilim after party
Sábado 6 de Fevereiro, Maus Hábitos, Porto



Synergy Night: Fields of the Nephilim after party
Sábado 6 de Fevereiro, Pitch Club, Porto



Back to the 80's
Sábado 6 de Fevereiro, Metropolis, Lisboa

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

SUNN O))) - LX Factory, Lisboa, 02 de Fevereiro

Peço desculpa por ser em cima da hora.

Oriundos da California os Sun O))) são Greg Anderson e Stephen O'Malley. Têm como curiosidade a inexistência de bateria, sendo apenas baixo e guitarra, a música é pesada e de ritmo muito lento, o que a torna necessáriamente densa e negra. São conhecidos por tocar muito alto em concertos. A não perder.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Graveyard Sessions nº. 35 - Back From the Dead @ Santiago Alquimista


Passou um ano desde que os deathrockers e góticos de Lisboa dançaram pela última vez por entre as campas. Há que reconhece-lo, durante dois anos de existência o colectivo Graveyard Sessions criou uma reputação enorme entre a comunidade fazendo o que mais ninguém aparentemente consegue, reunir mais de cem góticos no mesmo local durante mais de quatro horas ;).
O colectivo pedia góticos e estes apareceram no Santiago Alquimista em numero suficiente para escurecerem ainda mais uma festa que se pretendia grande, de arromba, afinal é o regresso da melhor festa do género que tenho o prazer de conhecer em Lisboa, nos últimos anos.

Existirão sempre opiniões díspares, de facto parece-me mais ou menos consensual que o fim terá sido um pouco abrupto, que os locais de fumo eram insuficientes e mal localizados (facto que fez com que se acabasse por fumar onde não se devia), mas a grande maioria estava ali pela festa e ainda mais, pelo apoio ao colectivo e pela celebração do regresso.

Fazia parte do “menu” uma exposição colectiva de 3 artistas, dois concertos e a leitura de algum trabalho do José Luís Peixoto pelo próprio, restando por isso pouco tempo para os djs que, sendo cinco, mal tiveram tempo para aquecer, mas fez-se o possível: havia a necessidade de juntar esta gente outra vez num só lugar, e assim foi.

Tendo visitado os links fornecidos na divulgação, havia, não só da minha parte mas também de quem me acompanhava, alguma curiosidade em relação às pinturas da (simplesmente) Cláudia, mas, sendo o mote da exposição uma festa underground e o local escolhido um amplo hall de entrada, os artistas foram tímidos e na montagem colocaram os trabalhos demasiado arrumadinhos a um canto, de tal modo que só à saída dei por eles, no momento em que as fotografias e os desenhos estavam a ser retirados. Na minha opinião, que vale o que vale, esta mostra de arte pedia mais presença, ou mais atitude que extravasasse para além do canto protector onde os três artistas se isolaram.

De volta à festa, porque a noite foi para isso mesmo, os concertos começaram com uns Archetypo 120, formados em Guimarães em 2004 por dois membros dos extintos Restos Mortais de Isabel. Apresentaram-se com menos um membro mas muito bem dispostos, contornando sempre com bom humor as peripécias de ter menos uma pessoa em palco. Durante cerca de uma hora soaram no S.A. músicas de Obsession (álbum gravado em 2007) entre elas Angels Fall e Deception, tiveram tempo ainda para uma homenagem sentida por todos a António Sérgio com uma cover da Say It Again dos Danse Society e para uma “música de Jó”, nada mais que uma, segura, cover de Heart and Soul dos Joy Division. Em resumo no meio da boa disposição mostraram o que de bom têm feito, Nothing to loose e Now ficaram a ecoar durante um bom punhado de tempo nos ouvidos e deixam sobretudo uma vontade de ouvir os trabalhos que se seguirão.

O segundo concerto da noite estava reservado aos portuenses Bal Onirique, que apesar da fama trouxeram a Lisboa um concerto competente mas muito pouco surrealista.
Sabendo já à partida que os músicos eram bons e as músicas a condizer, restava-me a esperança de ver eclodir ao vivo o surrealismo que lhes deu o nome, e que a dança do ventre na música inicial não colmatou. Pareceram-me algo contidos em palco, e de um bom concerto fica uma pequena decepção que não o deixa chegar a excelente. Facto é que desfilaram muitas e boas musicas entre as quais Jadis et Naguèrre inspirado na relação de Rimbaud e Verlaine e Lovers Suicide, no entanto fez-me falta o caos que esperava ter visto.


Após uma breve pausa, eis que José Luís Peixoto chega ao palco para dar uma forma honesta à performance Leitura de Poesia Fúnebre. Podemos sempre alvitrar que, tal como diz a expressão popular, raramente um escritor é um bom declamador da sua obra, e sinceramente concordo, mas de outro modo a coisa não funcionaria, era necessária a humildade e o despojamento que o escritor emana para tudo aquilo fazer sentido e assim foi: por cerca de meia hora as palavras que foram ditas, tocaram mais a uns que outros, mas que tiveram o condão de calar o S.A.

Depois meus caros, depois escassa hora e meia de festa para cinco djs, ouviu-se um pouco de tudo, destacando a contínua influência espanhola no deathrock nos setlists e a presença de clássicos, notando-se o esforço que os djs fizeram para em tão pouco tempo dar uma amostra do que eram/são musicalmente as Graveyards.

As Graveyards são festas de deathrock ou seja têm como base uma influência do punk por isso não será de estranhar o sentimento de defraudamento musical que um gótico pode ter sentido, já eu, como gótico com fortes influências do punk que sou, senti-me em casa.

Foi um bom regresso, espera-se em Março uma festa mais à Graveyard e se possível, não desfazendo do S. A., num outro espaço – Karnart, Caixa Económica Operária?
As fotos como sempre são do escriba ;)



True Blood


(Na versão portuguesa "Sangue Fresco", em exibição na RTP1)

Qual é o problema desta série? Um dos problemas, reparo agora, é por onde começar a enumerar os problemas, que não são poucos.
Comecemos pelo mais imediato. A princípio (digo primeira temporada) dá a sensação de que os autores não sabem se querem fazer uma série de vampiros ou uma série dramática sobre os usos e mentalidades do sul dos Estados Unidos. Atenção, nada tenho contra séries dramáticas, antes pelo contrário. Tenho tudo contra misturas mal feitas. E esta mistura não podia ter saído pior. Pergunto-me mesmo se, depois de cada episódio, os autores não faziam uma sondagem às preferências dos espectadores e lá iam "navegando" a série à mercê das audiências.
O que não era preciso. A série tem excelentes pernas para andar: depois da descoberta científica de um produto substituto do sangue humano, os vampiros já podem "sair do armário" e reivindicar os seus "direitos". Depois de séculos nas sombras, decidem finalmente viver integrados em sociedade. É muito gay mas é mesmo assim.
A ideia é original e ousada. Não era preciso mais nada. Não era preciso, por exemplo, misturá-la com os dramas de uma mãe alcoólica e ultra-evangélica que negligencia a filha. Isso é outro argumento. No máximo, a questão seria abordada, sem nunca perder de vista o coluna vertebral da história "principal". A certa altura, pelo contrário, a série já nem tem coluna vertebral, de tão (mal) fragmentada.
Volto a insistir que nada tenho contra séries dramáticas. Veja-se o caso de Anne Rice, que tão bem faz nos seus livros o casamento entre os vampiros e a mesmíssima cultura do sul dos Estados Unidos. (Olha a série a perder originalidade... e pontos!) Para quem tem preguiça de ler os livros, o filme "Entrevista com um vampiro" exemplifica muito bem do que falo. Os livros fazem-no ainda melhor, prova de que a mistura pode ser feita... se bem feita. "True Blood" faz mal.
A par destas duas linhas directoras, vampiros + drama, surge a terceira, vampiros + drama + soft porno. Se calhar nem é tanto a questão de os vampiros terem apetite sexual o que me desgosta (por repulsiva que me seja a ideia de um vampiro a fazer sexo, não se a subtileza do vampiro romântico, desde os tempos de Lord Ruthven, em "The Vampyre" de Jonh Polidori, é exactamente a metáfora do desejo, metáfora que "True Blood" transforma em minha opinião em blasfémia -- por pouco que a minha opinião valha), mas o facto de não se perder nenhuma oportunidade de meter toda a gente a fazer sexo. Pretos com brancos, brancos com brancos, pretos com pretos, vampiros com mulheres, vampiros com homens, vampiros com vampiros, e só falta alguém fazê-lo com o cão. Sim, precisamente esse cão, em forma de cão. Olha o que se poupa em downloads porno!
Entretanto estávamos a falar de quê, que já me esqueci? Ah, sim, a série de vampiros. Pois a série de vampiros, no meio de toda esta fodenguice, torna-se um bocado difícil de acompanhar. Pergunto-me mesmo se existe...
Concedo que existem boas cenas (de vampiros, esclareça-se), e uma das notas positivas vai para o vampiro Eric Northman, um vampiro sueco e medieval, que assim que aparece na série lhe dá logo uma inesperada pica (falo de adrenalina):


Isto sim, é um senhor vampiro, antigo e ameaçador, envolto nas sombras do bar Fangtasia, que nos arrepia a espinha por muitas razões. Aqui está a metáfora, um digno representante de Lord Ruthven, de Drácula, de Lestat, de todos os vampiros perigosos e sedutores de que se possam lembrar na história da literatura e do cinema. Nem quando aparece a pintar o cabelo perde o carisma. Afinal, quem disse que um vampiro não pode ser vaidoso? Infelizmente, tinham de estragar, e na segunda temporada põem o senhor da fotografia vestido de fato de treino, a fazer compras num supermercado. Já tem o cabelo curto, e para compor o ramalhete só falta estar também oleoso. Um cachecol do Benfica ao pescoço e tornar-se-ia um digno candidato para as recentes séries portuguesas. "Liedson, marca-me essa merda ou chupo-te o sangue todo, caralho!", podia ser uma das suas falas. (O quê, Liedson não é do Benfica? Então mudem o cachecol.)
Fica o desgosto, e a fotografia para lembrar a primeira temporada.

Voltando a "True Blood", que é difícil dada a dispersão em que a própria série se perde, tanta que como disse a princípio se torna difícil (e maçudo) apontar-lhe os defeitos todos, não contentes com esta mistura intragável os autores ainda decidiram juntar-lhe shape shifters, deusas gregas, e o diabo a sete, porque sabe-se lá mais o que pode aparecer. Sim, porque entretanto o próprio shape shifter já "avisou" os espectadores de que não é um lobisomem, porque "os lobisomens são uma coisa completamente diferente". Boa. E uns zombies também, porque não? Falando em seres sobrenaturais, a série tornou-se tão sem pés nem cabeça que mais valia dar-lhe o tiro de misericórdia. Na minha opinião entravam por aquela terra de Bonstemps os irmãos Winchester (sim, esses mesmos, do "Sobrenatural") e matavam à caçadeira aquela bicharada toda: vampiros xungas, deusas gregas de mau feitio, homens-cão... e todos os seres humanos patéticos que por lá pululam. Evangélicos e "Jesus people" à cabeça.


Original in Gotika

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Agenda [actualizado]

CONCERTOS

La Chanson Noire
Sexta 29 de Janeiro, Rock Lab, Moita


EVENTOS

Hypnotikcircuit
Sexta 29 de Janeiro, Fábrica de Som, Porto




Off With Their Heads
Sexta 29 de Janeiro, Heavens, Porto




The Final Hour
Sábado 30 de Janeiro, Metropolis, Lisboa





Golden Age of Grotesk
Sábado 30 de Janeiro, Heavens, Porto


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Agenda [actualizado]

CONCERTOS

Moonspell + Bizarra Locomotiva
Sábado 23 de Janeiro, FIL, Lisboa


EVENTOS

Tributo a The Cure
Sexta 22 de Janeiro, Metropolis, Lisboa




Heavens, programa de sexta
Sexta 22 de Janeiro, Heavens, Porto




Graveyard Sessions + Bal Onirique e Archétypo 120
Sábado 23 de Janeiro, Santiago Alquimista, Lisboa




Bizarra Locomotiva + Moonspell After Party
Sábado 23 de Janeiro, Metropolis, Lisboa




Heavens, programa de sábado
Sábado 23 de Janeiro, Heavens, Porto


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

E... vampiros na SIC

Afinal não é só a TVI. Também a SIC vai estrear uma série de vampiros. "Lua Vermelha". Mas pelo menos estes têm um site, e uma sinopse (que fala por si):

Um colégio como tantos outros. Os problemas da juventude.
A paixão entre um rapaz e uma rapariga. Mas para além das aparências, um terrível segredo está prestes a ser revelado, pondo em causa este amor impossível. É que as diferenças que os separam podem vir a ser mais fortes do que tudo o que os une: ele é vampiro e está condenado a manter-se com a mesma idade para todo o sempre. Uma história de humanos e vampiros adolescentes, cheia de humanidade e muitas emoções fortes.

Lua Vermelha

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Agenda [actualizado]

EVENTOS

Bouquet of Dreams
Sexta 15 de Janeiro, Parke, Porto




Alternative Landscapes
Sexta 15 de Janeiro, Metropolis, Lisboa




Especial Fields of the Nephilim
Sexta 15 de Janeiro, Heavens, Porto




Tributo a Fields of the Nephilim
Sábado 16 de Janeiro, Metropolis, Lisboa




Indie Digital Sessions
Sábado 16 de Janeiro, Pitch, Porto




Dark Night
Sábado 16 de Janeiro, Heavens, Porto